"Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde
e, em silêncio, ia atirando com a mão
umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem,
para as gotas de água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas,
como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta. Às vezes um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela,
uns dizem que as coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas,
e outros, finalmente,
que é preciso aprender a olhar, para vê-las assim..."
(Cecília Meireles)
sábado, 8 de maio de 2010
PUNHAL DE PRATA
"Punhal de prata já eras,
punhal de prata!
Nem foste tu que fizeste
a minha mão insensata.
Vi-te brilhar entre as pedras,
punhal de prata!
-No cabo, flores abertas,
a gume, a medida exata,
exata, a medida certa,
punhal de prata,
para atravessar-me o peito
com uma letra e uma data.
A maior pena que eu tenho,
punhal de prata,
não é de me ver morrendo,
mas de saber quem me mata.
Inscrição na areia
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?
O meu amor não tem
importância nenhuma..."
(Cecília Meireles)
punhal de prata!
Nem foste tu que fizeste
a minha mão insensata.
Vi-te brilhar entre as pedras,
punhal de prata!
-No cabo, flores abertas,
a gume, a medida exata,
exata, a medida certa,
punhal de prata,
para atravessar-me o peito
com uma letra e uma data.
A maior pena que eu tenho,
punhal de prata,
não é de me ver morrendo,
mas de saber quem me mata.
Inscrição na areia
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?
O meu amor não tem
importância nenhuma..."
(Cecília Meireles)
DESALENTO
"Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei,
Que eu morri de arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz, diz assim
Como sou infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela
Que estou louco pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor,por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei, que eu bebi
Que eu caí, que eu não sei
Que eu só sei que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos..."
(Chico Buarque/Vinícius de Morais)
Diz assim
Que eu chorei,
Que eu morri de arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz, diz assim
Como sou infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela
Que estou louco pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor,por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei, que eu bebi
Que eu caí, que eu não sei
Que eu só sei que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos..."
(Chico Buarque/Vinícius de Morais)
SAUDADE...
"Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."
(Pablo Neruda)
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."
(Pablo Neruda)
RECORDAÇÃO
"Agora, o cheiro áspero das flores
leva-me os olhos por dentro de suas pétalas.
Eram assim teus cabelos;
tuas pestanas eram assim, finas e curvas.
As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exalação de água secreta,
de talos molhados, de pólen,
de sepulcro e de ressurreição.
E as borboletas sem voz
dançavam assim veludosamente.
Restituiu-te na minha memória,
por dentro das flores!
Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix,
tua boca de malmequer orvalhado,
e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios,
com suas estrelas e cruzes,
e muitas coisas tão estranhamente escritas
nas suas nervuras nítidas de folha
-e incompreensíveis, incompreensíveis..."
(Cecília Meireiles)
leva-me os olhos por dentro de suas pétalas.
Eram assim teus cabelos;
tuas pestanas eram assim, finas e curvas.
As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exalação de água secreta,
de talos molhados, de pólen,
de sepulcro e de ressurreição.
E as borboletas sem voz
dançavam assim veludosamente.
Restituiu-te na minha memória,
por dentro das flores!
Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix,
tua boca de malmequer orvalhado,
e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios,
com suas estrelas e cruzes,
e muitas coisas tão estranhamente escritas
nas suas nervuras nítidas de folha
-e incompreensíveis, incompreensíveis..."
(Cecília Meireiles)
É PRECISO NÃO ESQUECER NADA
"É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer
de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer
é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser
como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco,
pois o resto não nos pertence..."
(Cecília Meireles)
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer
de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer
é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser
como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco,
pois o resto não nos pertence..."
(Cecília Meireles)
TÔ FELIZ...
"Porque todo mundo precisa
querer se suicidar uma vez ao dia?
Todo santo dia
Queria dizer tanta coisa hoje, com muita vontade,
mas está sendo um pouco estranho até difícil.
Algumas coisas estão mudando aqui dentro,
não como eu queria que tivesse sido, mas vá lá...
Já me aceito como sou, estou aprendendo,
acho q é a idade e olha que nem é tanta assim !
É uma sensação boa, que me leva pra dentro,
uma calmaria que emociona
O tempo passou e tudo ficou como estava,
ou como deveria ser.
Ou como dava pra ser, no momento.
E consigo ouvir música novamente.
A mesma trilha sonora que um dia me atraiu
à beira de um precipício,
mas o vento nunca soprou forte o suficiente
para que eu perdesse o equilíbrio.
Embora eu não visse a hora de pular..."
(Vanessa M.)
querer se suicidar uma vez ao dia?
Todo santo dia
Queria dizer tanta coisa hoje, com muita vontade,
mas está sendo um pouco estranho até difícil.
Algumas coisas estão mudando aqui dentro,
não como eu queria que tivesse sido, mas vá lá...
Já me aceito como sou, estou aprendendo,
acho q é a idade e olha que nem é tanta assim !
É uma sensação boa, que me leva pra dentro,
uma calmaria que emociona
O tempo passou e tudo ficou como estava,
ou como deveria ser.
Ou como dava pra ser, no momento.
E consigo ouvir música novamente.
A mesma trilha sonora que um dia me atraiu
à beira de um precipício,
mas o vento nunca soprou forte o suficiente
para que eu perdesse o equilíbrio.
Embora eu não visse a hora de pular..."
(Vanessa M.)
NÃO ME FALES DO TEMPO
"Não me perguntes do tempo.
Este que me escapa por entre os dedos
que foge levando o sabor da fruta doce
que se desmancha como nuvens em sonhos.
Não me fales do tempo.
A espera dos novos dias me assusta,
me parte em pedaços, faz de mim espuma.
Esqueças do tempo.
Ele é tudo o que foge
e o que deixa de ser sendo..."
(Vanessa M.)
Este que me escapa por entre os dedos
que foge levando o sabor da fruta doce
que se desmancha como nuvens em sonhos.
Não me fales do tempo.
A espera dos novos dias me assusta,
me parte em pedaços, faz de mim espuma.
Esqueças do tempo.
Ele é tudo o que foge
e o que deixa de ser sendo..."
(Vanessa M.)
terça-feira, 4 de maio de 2010
A CURIOSIDADE NÃO MATA
"É tão longo e sinuoso esse caminho.
Não procuro atalho, sigo buscando completá-lo
com tudo que realmente o da beleza suficiente,
não para dizer que é mais belo que o dos outros,
mas para que aqueles olhares curiosos
sintam vontade de fazer o seu próprio caminho,
para que o cuide e faça o melhor possível!
Ah, o objetivo...
Tão simples: chegar no horizonte de um fim
e admirar todas as paisagens
que fizeram parte dessa longa estrada,
saber que não importa o quão longa ela é,
nem quantas barreiras tive que transpor,
mas que cheguei com o mesmo sorriso que começei,
talvez um pouco cansado, porém satisfeito.
Afinal, todo começo tem um fim;
o que tem no meio dessas duas pontas?
A curiosidade não mata, enriquece..."
(Murilo Girotto)
Não procuro atalho, sigo buscando completá-lo
com tudo que realmente o da beleza suficiente,
não para dizer que é mais belo que o dos outros,
mas para que aqueles olhares curiosos
sintam vontade de fazer o seu próprio caminho,
para que o cuide e faça o melhor possível!
Ah, o objetivo...
Tão simples: chegar no horizonte de um fim
e admirar todas as paisagens
que fizeram parte dessa longa estrada,
saber que não importa o quão longa ela é,
nem quantas barreiras tive que transpor,
mas que cheguei com o mesmo sorriso que começei,
talvez um pouco cansado, porém satisfeito.
Afinal, todo começo tem um fim;
o que tem no meio dessas duas pontas?
A curiosidade não mata, enriquece..."
(Murilo Girotto)
SIGO SEM MEDO
"Jamais tive medo de fazer as minhas escolhas,
jamais tive medo de errar, sei que por um tempo,
é posso dizer que por um curto tempo
poderei até quem sabe chorar...
Mas e daí eu também não tenho medo de chorar,
jamais tive...
Então sei que tudo passa tudo se cura,
até as piores feridas...
Seguirei meu caminho em busca dos meus ideais,
quebrando a minha cara, consertando os meus erros,
mas sigo em frente, sem olhar pra trás.
As lembranças virão
então fecharei os meus olhos e só irei sentir pena,
mas não por mim e sim por você.
Que não foi capaz de enxergar o óbvio.
Porque mesmo com todos os erros que cometi,
todos eles foram pra você perceber o quanto te quis,
mas você não deu valor, não esteve nem aí,
mas não ficarei aqui esperando algo incerto,
decidi que não quero mais te ver,
não quero mais saber de você,
que você seja tão feliz quanto eu serei,
mas você vai sentir falta que eu sei,
em algum momento que eu lhe vier na memória
a saudade vai bater,
mas a mim você jamais terá novamente..."
(Fernanda Chamas)
jamais tive medo de errar, sei que por um tempo,
é posso dizer que por um curto tempo
poderei até quem sabe chorar...
Mas e daí eu também não tenho medo de chorar,
jamais tive...
Então sei que tudo passa tudo se cura,
até as piores feridas...
Seguirei meu caminho em busca dos meus ideais,
quebrando a minha cara, consertando os meus erros,
mas sigo em frente, sem olhar pra trás.
As lembranças virão
então fecharei os meus olhos e só irei sentir pena,
mas não por mim e sim por você.
Que não foi capaz de enxergar o óbvio.
Porque mesmo com todos os erros que cometi,
todos eles foram pra você perceber o quanto te quis,
mas você não deu valor, não esteve nem aí,
mas não ficarei aqui esperando algo incerto,
decidi que não quero mais te ver,
não quero mais saber de você,
que você seja tão feliz quanto eu serei,
mas você vai sentir falta que eu sei,
em algum momento que eu lhe vier na memória
a saudade vai bater,
mas a mim você jamais terá novamente..."
(Fernanda Chamas)
MEU ROTEIRO DE VIDA
"Sigo a vida conforme o roteiro,
sou quase normal por fora,
Pode acreditar!
Mas por dentro , sou fogo que arde !
Não quero uma vida fútil ,
um amor pequeno, um alegria curta!
Eu quero mais que isso...
Quero o que não vejo.
Quero o que não entendo.
Quero muito e quero sem fim.
Não cresci pra viver mais ou menos,
nasci com dois pares de asas,
vou aonde eu me levar.
Por isso,
não me venha com superfícies,
nada raso me satisfaz.
Eu quero é o mergulho.
Entrar de roupa e tudo
no infinito que é a vida.
E rezar – se ainda acreditar –
pra sair ainda bem melhor
do outro lado de lá..."
(Fernanda Mello)
sou quase normal por fora,
Pode acreditar!
Mas por dentro , sou fogo que arde !
Não quero uma vida fútil ,
um amor pequeno, um alegria curta!
Eu quero mais que isso...
Quero o que não vejo.
Quero o que não entendo.
Quero muito e quero sem fim.
Não cresci pra viver mais ou menos,
nasci com dois pares de asas,
vou aonde eu me levar.
Por isso,
não me venha com superfícies,
nada raso me satisfaz.
Eu quero é o mergulho.
Entrar de roupa e tudo
no infinito que é a vida.
E rezar – se ainda acreditar –
pra sair ainda bem melhor
do outro lado de lá..."
(Fernanda Mello)
VERSO FRATURADO
"Encontrei um verso fraturado,
caído na esquina da rua do lado,
Tinha se perdido de um coração saudoso
que passava por ali, desiludido.
Coloquei-o de pé, emendei seus pedaços,
refiz suas linhas, retoquei seus traços.
Afaguei suas dores como se fossem minhas.
Agora, novamente estruturado,
espero que ele não olhe para trás
e não misture sonhos
com amargas falências do passado;
que saiba enfeitar a estrela lá na frente
com fartos laços de rima colorida,
pois é para o futuro que caminham
todos os passos apressados desta vida..."
(Flora Figueiredo)
caído na esquina da rua do lado,
Tinha se perdido de um coração saudoso
que passava por ali, desiludido.
Coloquei-o de pé, emendei seus pedaços,
refiz suas linhas, retoquei seus traços.
Afaguei suas dores como se fossem minhas.
Agora, novamente estruturado,
espero que ele não olhe para trás
e não misture sonhos
com amargas falências do passado;
que saiba enfeitar a estrela lá na frente
com fartos laços de rima colorida,
pois é para o futuro que caminham
todos os passos apressados desta vida..."
(Flora Figueiredo)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
DAS VARANDAS DA NOSSA ALMA
"Nossas asas não são tão precárias
que tenhamos de voar junto ao chão
ou apenas arrastar nosso peso.
Nem somos tão covardes que não possamos
botar a cabeça fora do casulo e espiar:
quem sabe no tempo do qual fugimos
nos aguarde, querendo ser colhido,
algo chamado futuro, confiança, projeto, vida.
Ainda que a gente nem perceba,
tudo é avanço e transformação,
acúmulo de experiência,
dores do parto de nós mesmos, cada dia refeito.
Somos melhores do que imaginamos ser.
Que no espelho posto à nossa frente na hora de nascer
a gente no fim tenha projetado mais do que um vazio,
um nada, uma frustração: um rosto pleno,
talvez toda uma paisagem
vista das varandas da nossa alma..."
(Lya Luft)
que tenhamos de voar junto ao chão
ou apenas arrastar nosso peso.
Nem somos tão covardes que não possamos
botar a cabeça fora do casulo e espiar:
quem sabe no tempo do qual fugimos
nos aguarde, querendo ser colhido,
algo chamado futuro, confiança, projeto, vida.
Ainda que a gente nem perceba,
tudo é avanço e transformação,
acúmulo de experiência,
dores do parto de nós mesmos, cada dia refeito.
Somos melhores do que imaginamos ser.
Que no espelho posto à nossa frente na hora de nascer
a gente no fim tenha projetado mais do que um vazio,
um nada, uma frustração: um rosto pleno,
talvez toda uma paisagem
vista das varandas da nossa alma..."
(Lya Luft)
domingo, 2 de maio de 2010
CASA SUSPEITA
"Talvez eu quisesse ser teu lado mais bonito
a parte da tua história mais repleta, plena
a coisa certa
de uma forma tão serena, tão doce
mas que ao mesmo tempo fosse
selvagem e obscena, violenta até.
Que o ódio está sempre contido na paixão
e se eu tenho uma paz toda que me enfeita
trago uma casa suspeita dentro do coração...
Trago um crime que cometi ou que vou cometer
e jogo contra mim, jogo contra você
vivo do perigo de te fazer enlouquecer
no eterno dilema de ser e não ser
ando na beira do que pode acontecer
e morro de medo de te perder..."
(Bruna Lombardi)
a parte da tua história mais repleta, plena
a coisa certa
de uma forma tão serena, tão doce
mas que ao mesmo tempo fosse
selvagem e obscena, violenta até.
Que o ódio está sempre contido na paixão
e se eu tenho uma paz toda que me enfeita
trago uma casa suspeita dentro do coração...
Trago um crime que cometi ou que vou cometer
e jogo contra mim, jogo contra você
vivo do perigo de te fazer enlouquecer
no eterno dilema de ser e não ser
ando na beira do que pode acontecer
e morro de medo de te perder..."
(Bruna Lombardi)
MINHA ÚLTIMA CARTA PARA VOCÊ
"Eu sempre sonhei com um grande amor
alguém pra ficar ao meu lado,
ser meu amigo e companheiro...
o tempo passou, pensei que era você
mas isso só me fez sofrer
porque tudo era apenas ilusão.
Então eu resolvi acordar para a vida
eu não sou obrigada a me sacrificar
por alguém que não me quer...
tenho que ser mais forte,
Eu sei que nunca fomos de fato namorados
e tão pouco amigos de verdade,
nossa relação se restringiu a papel e caneta
eu escrevia o que sentia e te entregava, sem medo,
porque do amor eu não posso ter medo.
Hoje parece que por falta de atitude
talvez das duas partes, posso sim
dizer a verdade e que tudo aquilo
que eu sentia antes por você
não era verdadeiro pois acabou, foi finito.
Já em você eu não sei o que se passa
só sei que você leu o que eu sentia
e não me deu crédito e isso me fez cansar sabe,
eu sempre pensei que quando a gente ama
a gente cuida do que é nosso
mas eu tentei cuidar de você e descobri
que você nunca foi meu
assim como eu nunca fui sua.
É triste admitir que a pessoa que a gente ama
não nos corresponde...
Por incrível que pareça eu quero te agradecer
por esse humilde desprezo, isso me fez crescer.
O interessante é que eu não guardo mágoa,
muito menos estou triste por isso
você me ensinou muito mais
do que os conceitos da biologia,
você me ensinou o que eu precisava aprender
mesmo sem ter mencionado uma só palavra.
É incrível mas você me libertou
daquilo que me prendia a você
é por isso que resolvi escrever essa carta
hoje pra te agradescer e dizer
que continuo gostando de você,
mas agora de uma maneira diferente
agora eu não te amo mais!"
(Pollyana da Nóbrega Mendes)
alguém pra ficar ao meu lado,
ser meu amigo e companheiro...
o tempo passou, pensei que era você
mas isso só me fez sofrer
porque tudo era apenas ilusão.
Então eu resolvi acordar para a vida
eu não sou obrigada a me sacrificar
por alguém que não me quer...
tenho que ser mais forte,
Eu sei que nunca fomos de fato namorados
e tão pouco amigos de verdade,
nossa relação se restringiu a papel e caneta
eu escrevia o que sentia e te entregava, sem medo,
porque do amor eu não posso ter medo.
Hoje parece que por falta de atitude
talvez das duas partes, posso sim
dizer a verdade e que tudo aquilo
que eu sentia antes por você
não era verdadeiro pois acabou, foi finito.
Já em você eu não sei o que se passa
só sei que você leu o que eu sentia
e não me deu crédito e isso me fez cansar sabe,
eu sempre pensei que quando a gente ama
a gente cuida do que é nosso
mas eu tentei cuidar de você e descobri
que você nunca foi meu
assim como eu nunca fui sua.
É triste admitir que a pessoa que a gente ama
não nos corresponde...
Por incrível que pareça eu quero te agradecer
por esse humilde desprezo, isso me fez crescer.
O interessante é que eu não guardo mágoa,
muito menos estou triste por isso
você me ensinou muito mais
do que os conceitos da biologia,
você me ensinou o que eu precisava aprender
mesmo sem ter mencionado uma só palavra.
É incrível mas você me libertou
daquilo que me prendia a você
é por isso que resolvi escrever essa carta
hoje pra te agradescer e dizer
que continuo gostando de você,
mas agora de uma maneira diferente
agora eu não te amo mais!"
(Pollyana da Nóbrega Mendes)
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