"Essa menina que
Foge pelas tuas palavras
Pede colo.
Pede o colo que a distância
Não te deixa ter.
Vistas estas asas
Que embalam o teu corpo
E deixa-te perder por entre as nuvens
De sonhos e pensamentos,
Pois o cúmplice vento te colocará
Num galho alto onde a vista é bela
E eu trancei teu ninho...
Pois tu és,
Menina de todas as histórias.
Contos que o tempo não apaga,
Não acorda, não desperta.
Tu és a mais linda adormecida das crianças,
Da carruagem em forma de ferrari,
Dos castelos de argamassa e de azulejo colorido,
Dos cavalheiros de capacete, motocicleta,
Das bonecas de todas as vestes,
De trapo de seda,
Aos tecidos indianos de moleca..."
(Silvio Afonso)
sábado, 21 de agosto de 2010
REVERBERAÇÃO
"O destino trama os dias
e desfaz o sonho:
demarca meus contornos,
partes disso que sou e serei.
Quem sabe desejei demais:
milagres não me bastaram,
mas quando eu quis ser rainha
fui simplesmente humana.
A voz da vida insiste,
chama para o que salva
ou desatina:
nem sempre a entendi.
Palavras buscam sentido
para o que fiz, falhei,
conquistei e perdi
-ou que me abandonou-
nalguma esquina.
Talvez eu precisasse
é dos silêncios..."
(Lya Luft)
e desfaz o sonho:
demarca meus contornos,
partes disso que sou e serei.
Quem sabe desejei demais:
milagres não me bastaram,
mas quando eu quis ser rainha
fui simplesmente humana.
A voz da vida insiste,
chama para o que salva
ou desatina:
nem sempre a entendi.
Palavras buscam sentido
para o que fiz, falhei,
conquistei e perdi
-ou que me abandonou-
nalguma esquina.
Talvez eu precisasse
é dos silêncios..."
(Lya Luft)
O MEU PASSAPORTE
"O meu passaporte
São as tuas mãos;
O mapa que nos guia,
A respiração incerta do desejo.
-Por isso me perco-, dizes.
-Por isso te encontro-, respondo.
E a noite que nos separa
É o dia que nos reúne."
(Nuno Júdice)
São as tuas mãos;
O mapa que nos guia,
A respiração incerta do desejo.
-Por isso me perco-, dizes.
-Por isso te encontro-, respondo.
E a noite que nos separa
É o dia que nos reúne."
(Nuno Júdice)
PODE-SE...
"Pode-se ser tão sutil
quanto a um pássaro
quando dispõe de seu vôo viril.
Pode-se ser tão grandioso
quanto a uma nuvem desértica
perdida no azul-orgulhoso.
Pode-se ser tão rude
quanto a um peixe
quando capturado
ás margens de um açude.
Pode-ser ser o que quiser
desde que não intervenha
e não machuque
aquele que atrás vier..."
(Édyson Brandão)
quanto a um pássaro
quando dispõe de seu vôo viril.
Pode-se ser tão grandioso
quanto a uma nuvem desértica
perdida no azul-orgulhoso.
Pode-se ser tão rude
quanto a um peixe
quando capturado
ás margens de um açude.
Pode-ser ser o que quiser
desde que não intervenha
e não machuque
aquele que atrás vier..."
(Édyson Brandão)
SEMPRE A MESMA COISA...
"As pessoas estão doentes de tédio.
Estão cansadas de viver.
Em casa não lhes falta nada.
A mesa é farta.
Nenhum dia é "novo".
Tude se repete.
As paredes são impermeáveis,
sempre frias.
Nunca ouvem um barulho diferente.
As pessoas estão doentes de tédio.
Não contemplam as flores nem os pássaros.
Seus animais domésticos morreram,
como elas próprias.
Saem à noite, voltam ao amanhecer
e dormem enquanto brilha o sol.
Vão ao médico, ao neurologista, ao psiquiatra.
Sentem-se incômodas em sua própria pele.
Algumas pessoas irradiam luz.
Outras escurecem tudo..."
(Phil Bosmans)
Estão cansadas de viver.
Em casa não lhes falta nada.
A mesa é farta.
Nenhum dia é "novo".
Tude se repete.
As paredes são impermeáveis,
sempre frias.
Nunca ouvem um barulho diferente.
As pessoas estão doentes de tédio.
Não contemplam as flores nem os pássaros.
Seus animais domésticos morreram,
como elas próprias.
Saem à noite, voltam ao amanhecer
e dormem enquanto brilha o sol.
Vão ao médico, ao neurologista, ao psiquiatra.
Sentem-se incômodas em sua própria pele.
Algumas pessoas irradiam luz.
Outras escurecem tudo..."
(Phil Bosmans)
MINHA ALMA CIGANA
"Um pássaro que não quer ser aprisionado.
Assim é minha alma.
Que pousa onde encontra alento e amor.
Mas que precisa estar livre para voar
Se assim desejar.
Sou fiel aos meus sentimentos
E não aceito que me prove.
Quando amo sinto a intensidade do amor
Percorrer cada célula de meu corpo.
Minha alma que de tão transparente é lúcida.
Quero tão pouco dessa vida.
Quero fogueira para dançar.
Quero a lua e as estrelas
Compartilhando minha dança.
Quero a brisa da madrugada me envolvendo.
E quando os primeiros raios de sol nascer,
Ainda quero presa entre meus dedos
Uma taça de vinho seco.
Lanço a sorte a todos
E como recompensa recebo-a de volta.
Assim é minha alma cigana..."
(Cleo)
Assim é minha alma.
Que pousa onde encontra alento e amor.
Mas que precisa estar livre para voar
Se assim desejar.
Sou fiel aos meus sentimentos
E não aceito que me prove.
Quando amo sinto a intensidade do amor
Percorrer cada célula de meu corpo.
Minha alma que de tão transparente é lúcida.
Quero tão pouco dessa vida.
Quero fogueira para dançar.
Quero a lua e as estrelas
Compartilhando minha dança.
Quero a brisa da madrugada me envolvendo.
E quando os primeiros raios de sol nascer,
Ainda quero presa entre meus dedos
Uma taça de vinho seco.
Lanço a sorte a todos
E como recompensa recebo-a de volta.
Assim é minha alma cigana..."
(Cleo)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
CANÇÃO DA ESTRELA MURMURANTE
"Nós nos amaremos docemente,
Nesta luz, neste encanto, neste medo:
Nós nos amaremos livremente
No dia marcado pelos deuses.
Nós nos amaremos com verdade
Porque estas almas já se conheciam:
nós nos amaremos para sempre
Além da concreta realidade.
Nós nos amaremos lindamente,
nós nos amaremos como poucos.
no teu tempo..."
(Lya Luft)
Nesta luz, neste encanto, neste medo:
Nós nos amaremos livremente
No dia marcado pelos deuses.
Nós nos amaremos com verdade
Porque estas almas já se conheciam:
nós nos amaremos para sempre
Além da concreta realidade.
Nós nos amaremos lindamente,
nós nos amaremos como poucos.
no teu tempo..."
(Lya Luft)
CANÇÃO DO MEU ABANDONO
"Não, depois de te amar não posso amar ninguém!
Que importa se as ruas estão cheias de mulheres
esbanjando beleza e promessa ao alcance da mão?
Se tu já não me queres
é funda e sem remédio a minha solidão.
Era tão fácil ser feliz quando tu estavas comigo!
Quantas vezes, sem motivo nenhum, ouvi o teu sorriso
rindo feliz, como um guiso em tua boca?
E todo momento
mesmo sem te beijar eu estava te beijando:
com as mãos, com os olhos, com os pensamentos,
numa ansiedade louca!
Nossos olhos, meu Deus! nossos olhos, os meus
nos teus, os teus nos meus,
se misturavam confundindo as cores
ansiosos como olhos que se diziam adeus...
Não era adeus, no entanto, o que estava em teus olhos
e nos meus, era êxtase, ventura, infinito langor,
era uma estranha, uma esquisita, uma ansiosa mistura
de ternura com ternura no mesmo olhar de amor!
Ainda ontem, cada instante era uma nova espera...
Deslumbramento, alegria exuberante e sem limite...
E de repente, de repente eu me sinto
triste como um velho muro cheio de hera
embora a luz do sol num delírio palpite!
Não, depois de te amar não posso amar ninguém!
Podia até morrer, se já não há belezas ignoradas
quando inteira te despi,
nem de alegrias incalculadas depois que te senti...
Depois de te amar assim,
como um deus, como um louco,
nada me bastará, e se tudo é tão pouco...
...eu devia morrer..."
(J.G. de Araujo Jorge)
Que importa se as ruas estão cheias de mulheres
esbanjando beleza e promessa ao alcance da mão?
Se tu já não me queres
é funda e sem remédio a minha solidão.
Era tão fácil ser feliz quando tu estavas comigo!
Quantas vezes, sem motivo nenhum, ouvi o teu sorriso
rindo feliz, como um guiso em tua boca?
E todo momento
mesmo sem te beijar eu estava te beijando:
com as mãos, com os olhos, com os pensamentos,
numa ansiedade louca!
Nossos olhos, meu Deus! nossos olhos, os meus
nos teus, os teus nos meus,
se misturavam confundindo as cores
ansiosos como olhos que se diziam adeus...
Não era adeus, no entanto, o que estava em teus olhos
e nos meus, era êxtase, ventura, infinito langor,
era uma estranha, uma esquisita, uma ansiosa mistura
de ternura com ternura no mesmo olhar de amor!
Ainda ontem, cada instante era uma nova espera...
Deslumbramento, alegria exuberante e sem limite...
E de repente, de repente eu me sinto
triste como um velho muro cheio de hera
embora a luz do sol num delírio palpite!
Não, depois de te amar não posso amar ninguém!
Podia até morrer, se já não há belezas ignoradas
quando inteira te despi,
nem de alegrias incalculadas depois que te senti...
Depois de te amar assim,
como um deus, como um louco,
nada me bastará, e se tudo é tão pouco...
...eu devia morrer..."
(J.G. de Araujo Jorge)
SAINDO DE MIM...
"Saio de mim
aqui não quero mais ficar
neste envelope vazio sem ruas ou destinos
nesta casca que me oprime, reprime
insensata aos meus desejos...
Saio de mim
deste tormento palpável
a procura do espelho quebrado
das promessas sem cobranças
tentando escrever novos sonhos...
Saio deste silêncio
das roupas sozinhas
do quarto sem teus passos
da maldita porta trancada
a procura d´outra livre morada...
mendiga de mim
Saio a procura da ilusão
quem sabe da perdida alma
ou das luzes da ribalta?..."
(Maria Thereza Neves)
aqui não quero mais ficar
neste envelope vazio sem ruas ou destinos
nesta casca que me oprime, reprime
insensata aos meus desejos...
Saio de mim
deste tormento palpável
a procura do espelho quebrado
das promessas sem cobranças
tentando escrever novos sonhos...
Saio deste silêncio
das roupas sozinhas
do quarto sem teus passos
da maldita porta trancada
a procura d´outra livre morada...
mendiga de mim
Saio a procura da ilusão
quem sabe da perdida alma
ou das luzes da ribalta?..."
(Maria Thereza Neves)
ÔNUS
"A esperança me chama,
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.
Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito:
ando de olhos fechados
feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida
ou quase afogada,
mas não desisto.
A dor eventual é o preço da vida:
passagem, seguro e pedágio."
(Lya Luft)
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.
Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito:
ando de olhos fechados
feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida
ou quase afogada,
mas não desisto.
A dor eventual é o preço da vida:
passagem, seguro e pedágio."
(Lya Luft)
PERMANÊNCIA
"Nāo escrevo muito sobre a morte:
na verdade ela é que escreve sobre nós
desde que nascemos vai elaborando
o roteiro de nossa vida.
Ela é a grande personagem,
o olho que nos contempla sem dormir,
a voz que nos convoca e nāo queremos ouvir,
mas pode nos revelar muitos segredos.
O maior deles talvez seja:
morte torna a vida maravilhosa.
Porque vamos morrer presisamos poder dizer hoje
que amamos, fazer hoje o que desejamos tanto,
abraçar hoje o filho ou o amigo,
temos de ser decentes hoje,
generosos hoje, felizes hoje.
A morte nāo nos persegue:
apenas espera,
pois nós é que corremos para o colo dela.
Talvez o melhor de tudo é que ela nos lembra
da nossa transcendência.
Somos mais que corpo e sangue e compromissos,
susto e ansiedade: somos mistério,
o que nos torna maiores do que pensamos ser.
E o amor,
quando se aproxima desse território do estranho,
tem de se curvar: com dor, com terror,
com enorme ansiedade dá um salto irrevogável
para essa prova maior.
E então começa a ser ternura;
e entāo se aproxima, muito vagamente,
de alguma coisa chamada permanência."
(Lya Luft)
na verdade ela é que escreve sobre nós
desde que nascemos vai elaborando
o roteiro de nossa vida.
Ela é a grande personagem,
o olho que nos contempla sem dormir,
a voz que nos convoca e nāo queremos ouvir,
mas pode nos revelar muitos segredos.
O maior deles talvez seja:
morte torna a vida maravilhosa.
Porque vamos morrer presisamos poder dizer hoje
que amamos, fazer hoje o que desejamos tanto,
abraçar hoje o filho ou o amigo,
temos de ser decentes hoje,
generosos hoje, felizes hoje.
A morte nāo nos persegue:
apenas espera,
pois nós é que corremos para o colo dela.
Talvez o melhor de tudo é que ela nos lembra
da nossa transcendência.
Somos mais que corpo e sangue e compromissos,
susto e ansiedade: somos mistério,
o que nos torna maiores do que pensamos ser.
E o amor,
quando se aproxima desse território do estranho,
tem de se curvar: com dor, com terror,
com enorme ansiedade dá um salto irrevogável
para essa prova maior.
E então começa a ser ternura;
e entāo se aproxima, muito vagamente,
de alguma coisa chamada permanência."
(Lya Luft)
FÊNIX
"Cansei do escuro!
Quero luz, câmera, ação.
Quero amor, quero paixão.
Quero ter você de verdade.
Eu não vou repartir você.
Vou abrir mão do estepe.
Sou árvore!
Não posso ser sombra.
Eu mereço o brilho dos holofotes.
Eu mereço o papel principal.
Sou a mocinha
e não a vilã dessa história.
Sou atriz principal.
Sou o enredo.
Sou o fim."
(Xênia da Matta)
Quero luz, câmera, ação.
Quero amor, quero paixão.
Quero ter você de verdade.
Eu não vou repartir você.
Vou abrir mão do estepe.
Sou árvore!
Não posso ser sombra.
Eu mereço o brilho dos holofotes.
Eu mereço o papel principal.
Sou a mocinha
e não a vilã dessa história.
Sou atriz principal.
Sou o enredo.
Sou o fim."
(Xênia da Matta)
ESCUTA...
"Escuta,
Eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah! se em troca
De tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
-Eu soubesse repor-
No coração despedaçado
As mais puras alegrias
De tua infância..."
(Manuel Bandeira)
Eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah! se em troca
De tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
-Eu soubesse repor-
No coração despedaçado
As mais puras alegrias
De tua infância..."
(Manuel Bandeira)
ESTREIA
"Frio na barriga.
Uma exposição pública.
O pensamento instiga.
Sensação única.
Começar é complicado.
Primeiro passo está dado.
Ideias compartilhadas.
Almas conectadas.
Sentimentos variáveis,
inexplicáveis nestes versos.
Conteúdos diversos,
repletos de intenções admiráveis."
(Vitor Durão)
Uma exposição pública.
O pensamento instiga.
Sensação única.
Começar é complicado.
Primeiro passo está dado.
Ideias compartilhadas.
Almas conectadas.
Sentimentos variáveis,
inexplicáveis nestes versos.
Conteúdos diversos,
repletos de intenções admiráveis."
(Vitor Durão)
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
DORES DA ALMA
"As dores da alma não deixam recados,
imprimem uma sentença que perdura pelos anos.
Um amor que acabou mal resolvido,
um emprego que se perdeu inexplicavelmente,
um casamento que mal começou e já terminou,
uma amizade que acabou com traição,
tudo vai deixando sinais, marcas profundas…
Precisamos trabalhar as dores da alma,
para que sirvam apenas de aprendizado,
extraindo delas a capacidade de nos fortalecermos,
aprendendo que o melhor de nós,
ainda está em nós mesmos,
que amando-nos incondicionalmente,
descobrimos a auto-estima,
que se deixarmos seguir
o caminho da dor e da lamentação,
iremos buraco abaixo no caminho da depressão.
As dores da alma não saem no jornal,
não viram capa de revista, e só quem sente,
pode avaliar o estrago que elas causam.
Como não existe vacina para amores mal resolvidos,
nem para decepções diárias,
o que vale é a prevenção, então:
Ame-se para amar e ser verdadeiramente amado,
sorria para que o mundo seja mais gentil,
dedique-se, para que as falhas sejam pequenas,
não se compare, você é único,
repare nas pequenas coisas,
mas cuidado com as grandes que as vezes
estão bem diante do nosso nariz e não enxergamos,
sonhe,pois o sonho é o combustível da realização,
tenha amigos e seja o melhor amigo de todos,
apaixone-se pela vida e por tudo o que é seu,
sinta o seu cheiro e acredite em seu poder de sedução,
estimule-se, contagie o mundo com o seu melhor,
creia em Deus, pois sem Ele não há razão em nada,
e tenha sempre a absoluta certeza de que,
depois da forte tempestade,
o arco-íris vai surgir
e o sol vai brilhar ainda mais forte..."
(Paulo Roberto Gaefke)
imprimem uma sentença que perdura pelos anos.
Um amor que acabou mal resolvido,
um emprego que se perdeu inexplicavelmente,
um casamento que mal começou e já terminou,
uma amizade que acabou com traição,
tudo vai deixando sinais, marcas profundas…
Precisamos trabalhar as dores da alma,
para que sirvam apenas de aprendizado,
extraindo delas a capacidade de nos fortalecermos,
aprendendo que o melhor de nós,
ainda está em nós mesmos,
que amando-nos incondicionalmente,
descobrimos a auto-estima,
que se deixarmos seguir
o caminho da dor e da lamentação,
iremos buraco abaixo no caminho da depressão.
As dores da alma não saem no jornal,
não viram capa de revista, e só quem sente,
pode avaliar o estrago que elas causam.
Como não existe vacina para amores mal resolvidos,
nem para decepções diárias,
o que vale é a prevenção, então:
Ame-se para amar e ser verdadeiramente amado,
sorria para que o mundo seja mais gentil,
dedique-se, para que as falhas sejam pequenas,
não se compare, você é único,
repare nas pequenas coisas,
mas cuidado com as grandes que as vezes
estão bem diante do nosso nariz e não enxergamos,
sonhe,pois o sonho é o combustível da realização,
tenha amigos e seja o melhor amigo de todos,
apaixone-se pela vida e por tudo o que é seu,
sinta o seu cheiro e acredite em seu poder de sedução,
estimule-se, contagie o mundo com o seu melhor,
creia em Deus, pois sem Ele não há razão em nada,
e tenha sempre a absoluta certeza de que,
depois da forte tempestade,
o arco-íris vai surgir
e o sol vai brilhar ainda mais forte..."
(Paulo Roberto Gaefke)
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