"Não é verdade a tua solidão.
A um canto, do lado de fora, meu coração espera:
fênix dolorosa, consome-se e renasce, fiel.
Quem sabe, quando abrires uma fresta em tua porta,
te alegrarás vendo-o aí,
guardando essa luz que se alastrará por rios sem fim
de uma geografia desconhecida:
e só os escolhidos entenderão..."
(Lya Luft)
sábado, 21 de agosto de 2010
FECUNDAÇÃO
"Teus olhos me olham longamente,
imperiosamente...
de dentro deles teu amor me espia.
Teus olhos me olham numa tortura
de alma que quer ser corpo,
de criação que anseia ser criatura
Tua mão contém a minha
de momento a momento:
é uma ave aflita meu pensamento
na tua mão.
Nada me dizes,
porém entra-me a carne
a persuasão de que teus dedos
criam raízes na minha mão.
Teu olhar abre os braços,
de longe,
à forma inquieta de meu ser;
abre os braços e enlaça-me toda a alma.
Tem teu mórbido olhar
penetrações supremas
e sinto, por senti-lo, tal prazer,
há nos meus poros tal palpitação,
que me vem a ilusão
de que se vai abrir
todo meu corpo em poemas..."
(Gilka Machado)
imperiosamente...
de dentro deles teu amor me espia.
Teus olhos me olham numa tortura
de alma que quer ser corpo,
de criação que anseia ser criatura
Tua mão contém a minha
de momento a momento:
é uma ave aflita meu pensamento
na tua mão.
Nada me dizes,
porém entra-me a carne
a persuasão de que teus dedos
criam raízes na minha mão.
Teu olhar abre os braços,
de longe,
à forma inquieta de meu ser;
abre os braços e enlaça-me toda a alma.
Tem teu mórbido olhar
penetrações supremas
e sinto, por senti-lo, tal prazer,
há nos meus poros tal palpitação,
que me vem a ilusão
de que se vai abrir
todo meu corpo em poemas..."
(Gilka Machado)
SOBRE A SOLIDÃO EM MIM
"Em fins de tarde como este,
eu olho ao redor e tenho medo da solidão.
Na verdade, estou tentando me enganar
sentindo medo dela: ela está cá ao meu lado...
Posso sentir o vento gelado em meu rosto.
Antes do sol cair o dia foi de sol,
folhas se balançando nas árvores,
cachorros andando nas ruas tranquilas
e eu sentada, olhando tudo
como uma atenta espectadora de mais um dia comum.
Senti vontade de rir das bobagens da vida,
de coisas triviais como todos faziam.
Mas tem dias que a solidão exige minha companhia
e me prende ao se lado.
Quando isso acontece nada faz muito sentido,
e eu sinto que nem a mim pertenço.
Que não pertenço a ninguém.
A solidão é como uma serpente traiçoeira
que insiste em ficar na espreita
para quem sabe me dar o bote.
As vezes a danada consegue...
Se enrola em mim, se apossa do meu corpo
e me faz chorar, gemer de dor.
E quando ela faz isso comigo
eu me sinto entre a vida e a morte,
mas meu desejo é estar viva.
Então o único analgésico que eu encontro ao meu lado
são meu velho caderno e minha caneta,
onde despejo todo o veneno que a solidão me trás...
e pouco a pouco ele vai se esvaindo,
e eu, mesmo só sei que vou ficar melhor..."
(Joyce Domingos)
eu olho ao redor e tenho medo da solidão.
Na verdade, estou tentando me enganar
sentindo medo dela: ela está cá ao meu lado...
Posso sentir o vento gelado em meu rosto.
Antes do sol cair o dia foi de sol,
folhas se balançando nas árvores,
cachorros andando nas ruas tranquilas
e eu sentada, olhando tudo
como uma atenta espectadora de mais um dia comum.
Senti vontade de rir das bobagens da vida,
de coisas triviais como todos faziam.
Mas tem dias que a solidão exige minha companhia
e me prende ao se lado.
Quando isso acontece nada faz muito sentido,
e eu sinto que nem a mim pertenço.
Que não pertenço a ninguém.
A solidão é como uma serpente traiçoeira
que insiste em ficar na espreita
para quem sabe me dar o bote.
As vezes a danada consegue...
Se enrola em mim, se apossa do meu corpo
e me faz chorar, gemer de dor.
E quando ela faz isso comigo
eu me sinto entre a vida e a morte,
mas meu desejo é estar viva.
Então o único analgésico que eu encontro ao meu lado
são meu velho caderno e minha caneta,
onde despejo todo o veneno que a solidão me trás...
e pouco a pouco ele vai se esvaindo,
e eu, mesmo só sei que vou ficar melhor..."
(Joyce Domingos)
MEU JEITO DE CALAR
"Se te pareço ausente, não creias:
hora a hora minha dor agarra-se aos teus braços,
hora a hora meu desejo revolve teus escombros,
e escorrem dos meus olhos mais promessas.
Não acredites nesse breve sono;
não dês valor maior ao meu silêncio;
e se leres recados numa folha branca,
Não creias também: é preciso encostar
teus lábios nos meus lábios para ouvir.
Nem acredites se pensas que te falo:
palavras são meu jeito mais secreto de calar."
(Lya Luft)
hora a hora minha dor agarra-se aos teus braços,
hora a hora meu desejo revolve teus escombros,
e escorrem dos meus olhos mais promessas.
Não acredites nesse breve sono;
não dês valor maior ao meu silêncio;
e se leres recados numa folha branca,
Não creias também: é preciso encostar
teus lábios nos meus lábios para ouvir.
Nem acredites se pensas que te falo:
palavras são meu jeito mais secreto de calar."
(Lya Luft)
ÓDIO?
"Ódio por Ele?
Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,
Que importa se mentiu?
E se hoje o pranto Turva o meu triste olhar,
marmorizado, Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!
Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele?
Não, não vale a pena..."
(Florbela Espanca)
Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,
Que importa se mentiu?
E se hoje o pranto Turva o meu triste olhar,
marmorizado, Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!
Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele?
Não, não vale a pena..."
(Florbela Espanca)
DA CHEGADA DO AMOR
"Sempre quis um amor que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse ressonasse confiança
no sopro do sono e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor,
uma cachorrice onde tanto pudesse
a sem-vergonhice do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado, presente, futuro,
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres não assustasse.
Sempre quis um amor que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor que não se chateasse
diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita o embrulho
e a outra metade é o futuro
de saber o segredo que enrola o laço,
é observar o desenho do invólucro
e compará-lo com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor que acontecesse
sem esforço, sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor de abafar,
-não o caso- mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor com definição
de quero sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não à constituição dos séculos
que diz que o -garantido- amor é a sua negação.
Sempre quis um amor que gozasse
e que pouco antes de chegar a esse céu
se anunciasse.
Sempre quis um amor que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse..."
(Elisa lucinda)
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse ressonasse confiança
no sopro do sono e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor,
uma cachorrice onde tanto pudesse
a sem-vergonhice do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado, presente, futuro,
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres não assustasse.
Sempre quis um amor que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor que não se chateasse
diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita o embrulho
e a outra metade é o futuro
de saber o segredo que enrola o laço,
é observar o desenho do invólucro
e compará-lo com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor que acontecesse
sem esforço, sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor de abafar,
-não o caso- mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor com definição
de quero sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não à constituição dos séculos
que diz que o -garantido- amor é a sua negação.
Sempre quis um amor que gozasse
e que pouco antes de chegar a esse céu
se anunciasse.
Sempre quis um amor que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse..."
(Elisa lucinda)
DESPERTA-ME DE NOITE...
"Desperta-me de noite o teu desejo
Na vaga dos teus dedos com que vergas
O sono em que me deito.
É rede a tua língua em sua teia
É vicio as palavras com que falas.
A trégua a entrega, o disfarce.
E lembras os meus ombros docemente
Na dobra do lençol que desfazes.
Desperta-me de noite com o teu corpo
Tiras-me do sono onde resvalo
E eu pouco a pouco,
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vais descobrindo vales..."
(Maria Tereza Horta)
Na vaga dos teus dedos com que vergas
O sono em que me deito.
É rede a tua língua em sua teia
É vicio as palavras com que falas.
A trégua a entrega, o disfarce.
E lembras os meus ombros docemente
Na dobra do lençol que desfazes.
Desperta-me de noite com o teu corpo
Tiras-me do sono onde resvalo
E eu pouco a pouco,
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vais descobrindo vales..."
(Maria Tereza Horta)
TODO O AMOR QUE RESTA...
"Um anjo vem todas as noites:
senta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça
-asas cobrindo a ferida do flanco-
é todo o amor que resta
entre ti e mim, e está comigo..."
(Lya Luft)
senta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça
-asas cobrindo a ferida do flanco-
é todo o amor que resta
entre ti e mim, e está comigo..."
(Lya Luft)
O QUE ME TRANQUILIZA...
"O que me tranqüiliza é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte
do que existe com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando,
confusos, a perfeição..."
(Clarice Lispector)
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte
do que existe com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando,
confusos, a perfeição..."
(Clarice Lispector)
DE QUEM É ESSA SAUDADE?
"De quem é esta saudade
Que meus silêncios invade,
Que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
De quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
Aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
E este olhar de vã procura,
E esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
Que sinto quando me vejo?"
(Gilka Machado)
Que meus silêncios invade,
Que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
De quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
Aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
E este olhar de vã procura,
E esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
Que sinto quando me vejo?"
(Gilka Machado)
HORA DO CANSAÇO
"As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra -maior- realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar."
(Carlos Drumond de Andrade)
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra -maior- realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar."
(Carlos Drumond de Andrade)
PARA QUE FIQUES
"A certeza vela atrás de um muro
ou dorme num poço
onde nada se escuta ou avista.
Sempre que partes, morro um pouco
por não saber se retornas.
Minhas mãos doem de tanto abrir-se
para que vás tranqüilo.
Só assim hás de querer estar comigo:
sem que eu insista.
-Fingir que te deixo livre
é um jeito egoísta de amar-."
(Lya Luft)
ou dorme num poço
onde nada se escuta ou avista.
Sempre que partes, morro um pouco
por não saber se retornas.
Minhas mãos doem de tanto abrir-se
para que vás tranqüilo.
Só assim hás de querer estar comigo:
sem que eu insista.
-Fingir que te deixo livre
é um jeito egoísta de amar-."
(Lya Luft)
EU TE DESEJO!
"Há um não sei que de fascinante
no teu modo autoritário de falar.
Há qualquer coisa provocante
na força penetrante do teu olhar.
Há uma promessa insinuante
no teu jeito de andar.
E em cada gesto uma suavidade cativante
uma ânsia escondida de quem sabe provocar.
E o que mais me perturba, francamente,
eu queria agora te contar
mas é tão imenso e tão embriagante
que eu tenho medo de falar..."
(Cassandra Rios)
no teu modo autoritário de falar.
Há qualquer coisa provocante
na força penetrante do teu olhar.
Há uma promessa insinuante
no teu jeito de andar.
E em cada gesto uma suavidade cativante
uma ânsia escondida de quem sabe provocar.
E o que mais me perturba, francamente,
eu queria agora te contar
mas é tão imenso e tão embriagante
que eu tenho medo de falar..."
(Cassandra Rios)
ESTA SAUDADE ÉS TU...
"Esta saudade és tu...
E é toda feita de ti,
dos teus cabelos, dos teus olhos
que permanecem como estrelas vagas:
dos anseios de amor, coagulados.
Esta saudade és tu...
É esse teu jeito de pomba mansa
nos meus braços quieta;
é a tua voz tecida de silêncio
nas palavras de amor que ainda sussurram...
Esta saudade são teus seios brancos;
tuas carícias que ainda estão comigo
deixando insones todos os sentidos.
Esta saudade és tu...
é a tua falta viva, em meu corpo,
na minha alma, viva,
enquanto eu morro no meu pensamento."
(J. G. de Araujo Jorge)
E é toda feita de ti,
dos teus cabelos, dos teus olhos
que permanecem como estrelas vagas:
dos anseios de amor, coagulados.
Esta saudade és tu...
É esse teu jeito de pomba mansa
nos meus braços quieta;
é a tua voz tecida de silêncio
nas palavras de amor que ainda sussurram...
Esta saudade são teus seios brancos;
tuas carícias que ainda estão comigo
deixando insones todos os sentidos.
Esta saudade és tu...
é a tua falta viva, em meu corpo,
na minha alma, viva,
enquanto eu morro no meu pensamento."
(J. G. de Araujo Jorge)
OVERDOSE
"Os sentimentos se misturam em mim.
Novamente você é meu tema preferido,
a razão de eu estar aqui escrevendo.
Ver você só faz atormentar minha mente;
É como assinar um atestado de insanidade.
Ver você acaba comigo,
me sinto dependente de uma droga pesada
da qual não consigo libertar-me.
Sua energia me paralisa, mexe com meu humor,
altera a minha fala, meu andar,
os meus sentidos... faz minha pele corar.....
E eu me pergunto o porque de tudo isso.
Mas é em vão!
Uma vez que vejo você já sofro abstinência,
já te quero ter, tocar, amar...
Mas eu não posso.
Só tenho a mim e ao meu desejo violento de querer-te,
de conseguir ao menos uma dose real de você;
Viver uma simbiose de ti.
Toda noite quando me vejo só,
a uma estranha fraqueza toma conta de mim,
e num rompante de loucura e estupidez
minhas sensações se misturam à minha lembrança
de seus lábios,seu cheiro e sua voz...
E já não posso evitar:
me entrego a overdose que você me traz ,
me sinto entorpecida, frustrada...
e tudo o que posso esperar é por uma próxima dose..."
(Joyce Domingos)
Novamente você é meu tema preferido,
a razão de eu estar aqui escrevendo.
Ver você só faz atormentar minha mente;
É como assinar um atestado de insanidade.
Ver você acaba comigo,
me sinto dependente de uma droga pesada
da qual não consigo libertar-me.
Sua energia me paralisa, mexe com meu humor,
altera a minha fala, meu andar,
os meus sentidos... faz minha pele corar.....
E eu me pergunto o porque de tudo isso.
Mas é em vão!
Uma vez que vejo você já sofro abstinência,
já te quero ter, tocar, amar...
Mas eu não posso.
Só tenho a mim e ao meu desejo violento de querer-te,
de conseguir ao menos uma dose real de você;
Viver uma simbiose de ti.
Toda noite quando me vejo só,
a uma estranha fraqueza toma conta de mim,
e num rompante de loucura e estupidez
minhas sensações se misturam à minha lembrança
de seus lábios,seu cheiro e sua voz...
E já não posso evitar:
me entrego a overdose que você me traz ,
me sinto entorpecida, frustrada...
e tudo o que posso esperar é por uma próxima dose..."
(Joyce Domingos)
Assinar:
Postagens (Atom)