"Seria tão bom, se amor fosse assim
pura e simplesmente ponto com
num site bonito de se ver e escolher
alguém tão belo quanto uma emoção.
Como a que eu sinto falando com você
leva-me a passear entre as nuvens
banhar-me na chuva fina de verão
sol e lua entrelaçam suas mãos.
Ah! Seria tão louco e tão bom!
Poder clicar teu coração e esperar
a página do amor se abrir
completar a esperada conexão.
Depois tocar seu rosto com um enter
sentir o calor das suas mãos
pousando sobre as minhas, trêmulas
e ver na tela, pulsando, um coração..."
(Tere Penhabe)
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
NA CASA DO AMIGO...
"Na casa do amigo
os móveis flutuam
a um palmo do chão.
O ar é mais leve:
em cada recanto
os pássaros tecem.
Na casa do amigo
todas as confidências
são permitidas.
Todas as palavras
são entendidas
tão facilmente,
que é como água
falando com água.
Na casa do amigo
o coração se alimenta..."
(Roseana Murray)
os móveis flutuam
a um palmo do chão.
O ar é mais leve:
em cada recanto
os pássaros tecem.
Na casa do amigo
todas as confidências
são permitidas.
Todas as palavras
são entendidas
tão facilmente,
que é como água
falando com água.
Na casa do amigo
o coração se alimenta..."
(Roseana Murray)
HOJE...
"Hoje há uma vontade de dar um nó
na nuvem que carregas no olhar.
Eu sei.
Hoje tens o tédio dos telhados.
A monotonia de um dia sem sol,
chuva e vento.
Queres uma revolução subversiva
de versos e beijos.
Eu vi.
Hoje abrisse o livro
das coisas já escritas.
Sentisse saudade das palavras
ainda não nascidas,
uma vontade insana de rejuvenescer.
Eu li.
Hoje há tensão no olhar!
Rasgas todas as histórias precipitadas.
Enquanto cais no abismo
reescreves teu próprio poema-destino.
Eu senti..."
(Denison Mendes)
na nuvem que carregas no olhar.
Eu sei.
Hoje tens o tédio dos telhados.
A monotonia de um dia sem sol,
chuva e vento.
Queres uma revolução subversiva
de versos e beijos.
Eu vi.
Hoje abrisse o livro
das coisas já escritas.
Sentisse saudade das palavras
ainda não nascidas,
uma vontade insana de rejuvenescer.
Eu li.
Hoje há tensão no olhar!
Rasgas todas as histórias precipitadas.
Enquanto cais no abismo
reescreves teu próprio poema-destino.
Eu senti..."
(Denison Mendes)
AQUILO QUE ME INQUIETA...
"Aquilo que me inquieta
me revela mais do que o que me conforta.
Nas linhas vazias perco as palavras
que descobri com as pontas dos dedos,
o corpo em chamas,
sabendo de águas sem desfrutá-las.
Sei de lama e ferrugem febril
que habita as transparentes florações.
Sei dos cogumelos úmidos na boca,
grãos na folha a boiar poemas.
A palavra me engana:
confeito doce e colorido, ela me atrai,
mas dura e pétrea
e dolorosa de degustar na língua,
revira-se na garganta,
pára enroscada no coração.
Aquilo que me inquieta
é o que mais me conforta..."
(Rita Schultz)
me revela mais do que o que me conforta.
Nas linhas vazias perco as palavras
que descobri com as pontas dos dedos,
o corpo em chamas,
sabendo de águas sem desfrutá-las.
Sei de lama e ferrugem febril
que habita as transparentes florações.
Sei dos cogumelos úmidos na boca,
grãos na folha a boiar poemas.
A palavra me engana:
confeito doce e colorido, ela me atrai,
mas dura e pétrea
e dolorosa de degustar na língua,
revira-se na garganta,
pára enroscada no coração.
Aquilo que me inquieta
é o que mais me conforta..."
(Rita Schultz)
PRISIONEIROS
"Será o tempo uma cilada
armada nos cantos das cidades
onde os homens articulam versos
e revoluções?
Ou só um ato desatado
num palco de cem cenários
como a cortina deste século
envolta no peso atômico
dos elementos?
Será um artifício
que arrebenta a cada instante
as portas escoradas na distância
feito o outro lado do meu corpo andante
a caminhar impune
pelas veias secas dos teus braços?
Ou nada há que investigar
nos rostos atônitos das crianças
no cansaço incerto dos passantes?"
(Otávio Afonso)
armada nos cantos das cidades
onde os homens articulam versos
e revoluções?
Ou só um ato desatado
num palco de cem cenários
como a cortina deste século
envolta no peso atômico
dos elementos?
Será um artifício
que arrebenta a cada instante
as portas escoradas na distância
feito o outro lado do meu corpo andante
a caminhar impune
pelas veias secas dos teus braços?
Ou nada há que investigar
nos rostos atônitos das crianças
no cansaço incerto dos passantes?"
(Otávio Afonso)
LIÇÃO
"Por todas as coisas aprendidas
inutilmente,
por todas as coisas
guardadas no improviso da dor
agora recolho meu próprio vulto
no que permite a solidão
neste duro chão humano
mas me falta o suor
do teu corpo
e a direção dos ventos..."
(Otávio Afonso)
inutilmente,
por todas as coisas
guardadas no improviso da dor
agora recolho meu próprio vulto
no que permite a solidão
neste duro chão humano
mas me falta o suor
do teu corpo
e a direção dos ventos..."
(Otávio Afonso)
FATALISMO
"Amo o que em ti há de trágico.
De mau. De sublime.
Amo o crime escondido no teu andar.
A tua forma de olhar.
O teu riso fingido e cristalino.
Amo o veneno dos teus beijos.
O teu hálito pagão.
A tua mão insegura
na mentira dos teus gestos.
Amo o teu corpo de maçã madura.
Amo o silêncio perpendicular do teu contato
A fúria incontrolável da maré
nas ondas vaginais do teu orgasmo.
E esta tua ausência
Este não-ser que é..."
(Manuela Amaral)
De mau. De sublime.
Amo o crime escondido no teu andar.
A tua forma de olhar.
O teu riso fingido e cristalino.
Amo o veneno dos teus beijos.
O teu hálito pagão.
A tua mão insegura
na mentira dos teus gestos.
Amo o teu corpo de maçã madura.
Amo o silêncio perpendicular do teu contato
A fúria incontrolável da maré
nas ondas vaginais do teu orgasmo.
E esta tua ausência
Este não-ser que é..."
(Manuela Amaral)
A CORAGEM DO NOSSO AMOR
"Silêncio
Acordei com o barulho da tua paz
Que gritava em mim o silêncio do teu amor
Ouvi, li, reli, respondi e em poesia te escrevi.
O meu sossego já trazia
o dia pra silenciar o meu amor
Pra matar tua saudade te acariciar com suavidade
Amar-te em liberdade...Esperarmos a noite...
Egoisticamente nossa. Só nossa.
Seduzir-te pela madrugada...
Fico calada.
Faço-te morada só pra te sentir.
Amo-te.
Faço do nosso prazer o silêncio do seu grito
Conduzo-te pra minha alma, te faço dormir.
Sonhamos.
Nosso sonho se enriquece
com a coragem do nosso amor..."
(Bandys)
Acordei com o barulho da tua paz
Que gritava em mim o silêncio do teu amor
Ouvi, li, reli, respondi e em poesia te escrevi.
O meu sossego já trazia
o dia pra silenciar o meu amor
Pra matar tua saudade te acariciar com suavidade
Amar-te em liberdade...Esperarmos a noite...
Egoisticamente nossa. Só nossa.
Seduzir-te pela madrugada...
Fico calada.
Faço-te morada só pra te sentir.
Amo-te.
Faço do nosso prazer o silêncio do seu grito
Conduzo-te pra minha alma, te faço dormir.
Sonhamos.
Nosso sonho se enriquece
com a coragem do nosso amor..."
(Bandys)
NOÇÕES
"Entre mim e mim,
há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.
Descem pela água
minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar,
e investiga o elemento quea atinge.
Mas, nesta aventura do sonho
exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito
das respostas que não se encontram.
Virei-me sobre a minha própria existência,
e contemplei-a
Minha virtude era esta
errância por mares contraditórios,
e este abandono
para além da felicidade e da beleza.
Ó meu Deus, isto é a minha alma:
qualquer coisa que flutua
sobre este corpo efêmero e precário,
como o vento largo do oceano
sobre a areia passiva e inúmera..."
(Cecília Meireles)
há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.
Descem pela água
minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar,
e investiga o elemento quea atinge.
Mas, nesta aventura do sonho
exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito
das respostas que não se encontram.
Virei-me sobre a minha própria existência,
e contemplei-a
Minha virtude era esta
errância por mares contraditórios,
e este abandono
para além da felicidade e da beleza.
Ó meu Deus, isto é a minha alma:
qualquer coisa que flutua
sobre este corpo efêmero e precário,
como o vento largo do oceano
sobre a areia passiva e inúmera..."
(Cecília Meireles)
ANUNCIAÇÃO
"Aqui, eu.
Neste mesmo lugar tão diferenciado
pela poesia da tua passagem.
Dentro de mim
meu coração bate tranqüilo,
meu sangue circula normalmente,
minha alma sabe que sou eu.
Lá fora
a lua espraia encanto pela terra,
o vento larga uma canção pelo infinito,
o mar enrola um apelo no silêncio.
Todos os elementos seguem
cumprindo como sempre as suas funções.
Mas aos poucos
o coração começa a bater como temendo,
o sangue começa a queimar dentro da espera,
a alma começa a me desconhecer.
Por quê?
Pode ser a lua que viola a sua rota.
Pode ser o vento que ultrapassa os horizontes.
Pode ser o mar que se estrangula além da terra.
Ou pode, simplesmente,
pode ser apenas, simplesmente,
o espaço que se abra
anunciando a tua volta..."
(Pedro Lyra)
Neste mesmo lugar tão diferenciado
pela poesia da tua passagem.
Dentro de mim
meu coração bate tranqüilo,
meu sangue circula normalmente,
minha alma sabe que sou eu.
Lá fora
a lua espraia encanto pela terra,
o vento larga uma canção pelo infinito,
o mar enrola um apelo no silêncio.
Todos os elementos seguem
cumprindo como sempre as suas funções.
Mas aos poucos
o coração começa a bater como temendo,
o sangue começa a queimar dentro da espera,
a alma começa a me desconhecer.
Por quê?
Pode ser a lua que viola a sua rota.
Pode ser o vento que ultrapassa os horizontes.
Pode ser o mar que se estrangula além da terra.
Ou pode, simplesmente,
pode ser apenas, simplesmente,
o espaço que se abra
anunciando a tua volta..."
(Pedro Lyra)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
SONETO DO AMIGO
"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."
(Vinicius de Moraes)
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."
(Vinicius de Moraes)
O BEIJO QUE ME DERAM...
"O beijo que me deram trazia dentro
um pranto, um toldo verde, argúcias.
O beijo que me deram fez-se permanência,
astuta enzima por dentro da boca.
Cuspo fora o beijo que me deram.
Talvez ainda reste algum tempo de espera,
algum tempo para ficar
diante do espelho sonâmbulo.
Tenho a boca macerada
pelo beijo que me deram.
Tenho a memória massacrada também:
primeiro a mão espinhando a cintura,
depois o calor,
depois a boca dizendo-se água
e vazando sobre mim.
Depois a solidão crivada.
Sou um homem triste com um beijo entravado,
entrevedo, na mucosa..."
(Rubens da Cunha)
um pranto, um toldo verde, argúcias.
O beijo que me deram fez-se permanência,
astuta enzima por dentro da boca.
Cuspo fora o beijo que me deram.
Talvez ainda reste algum tempo de espera,
algum tempo para ficar
diante do espelho sonâmbulo.
Tenho a boca macerada
pelo beijo que me deram.
Tenho a memória massacrada também:
primeiro a mão espinhando a cintura,
depois o calor,
depois a boca dizendo-se água
e vazando sobre mim.
Depois a solidão crivada.
Sou um homem triste com um beijo entravado,
entrevedo, na mucosa..."
(Rubens da Cunha)
domingo, 5 de setembro de 2010
SONHOS REALIZADOS
"Tenho permitido soltar o meu olhar
Para que ele apreenda outra forma de olhar
Sentindo o que o outro olhou.
Tenho permitido me embalar
Nas emoções de olhar fotos
Não vejo fotos, vejo lugares
Não vejo fotos, me sinto
Não vejo fotos, me transporto
Não vejo foto, me vejo...
Neste envolvimento com um mundo de fotografias
Descubro um mundo meu adormecido
Acordo partes de mim que dormiam
Sonhos e sonhos
Sonhos realizados
Sonhos pulsando querendo vida..."
(Paula Barros)
Para que ele apreenda outra forma de olhar
Sentindo o que o outro olhou.
Tenho permitido me embalar
Nas emoções de olhar fotos
Não vejo fotos, vejo lugares
Não vejo fotos, me sinto
Não vejo fotos, me transporto
Não vejo foto, me vejo...
Neste envolvimento com um mundo de fotografias
Descubro um mundo meu adormecido
Acordo partes de mim que dormiam
Sonhos e sonhos
Sonhos realizados
Sonhos pulsando querendo vida..."
(Paula Barros)
MINH'ALMA ANDA INQUIETA...
"Minh'alma anda inquieta.
Vagueia por entre ruelas e becos de mim mesma,
a procura de sei lá o que.
Talvez palavras novas,
que possam traduzir melhor velhos sentimentos,
ou, quiçá, novos matizes, para pintar a vida,
já tão desbotada e cansada dos velhos entretons.
Quero o novo, o inconquistável, o impossível,
quero a descoberta de algo que faça a diferença
nessa mesmice do dia-a-dia.
Já não quero mais as encanecidas letras ,
as pontuações, frases feitas, e bordões.
Quero o inusitado, o insólito.
Estou entediada das mesmas cores, das mesmas paisagens,
dos mesmos maçantes coloridos, os mesmos vocábulos.
Quero desbravar o novo.
Quero um explosão de cores
que escondam a pasmaceira que existe por aí,
diferentes nuances para o cinza da melancolia...
Quero um punhado de palavras novas,
que sejam capazes de exprimir o que estou sentindo,
já que as avelhantadas já estão tão gastas...
Minh'alma quer calma, quer serenidade,
a paz contida no vôo dos pássaros,
ou nos campos floridos da primavera.."
(Ava)
Vagueia por entre ruelas e becos de mim mesma,
a procura de sei lá o que.
Talvez palavras novas,
que possam traduzir melhor velhos sentimentos,
ou, quiçá, novos matizes, para pintar a vida,
já tão desbotada e cansada dos velhos entretons.
Quero o novo, o inconquistável, o impossível,
quero a descoberta de algo que faça a diferença
nessa mesmice do dia-a-dia.
Já não quero mais as encanecidas letras ,
as pontuações, frases feitas, e bordões.
Quero o inusitado, o insólito.
Estou entediada das mesmas cores, das mesmas paisagens,
dos mesmos maçantes coloridos, os mesmos vocábulos.
Quero desbravar o novo.
Quero um explosão de cores
que escondam a pasmaceira que existe por aí,
diferentes nuances para o cinza da melancolia...
Quero um punhado de palavras novas,
que sejam capazes de exprimir o que estou sentindo,
já que as avelhantadas já estão tão gastas...
Minh'alma quer calma, quer serenidade,
a paz contida no vôo dos pássaros,
ou nos campos floridos da primavera.."
(Ava)
LÁGRIMA
"Hoje quero ouvir o meu silêncio
Quero escutar meu coração
Que se rendeu aos meus gritos
Quero ficar em silêncio
Para sentir o barulho da lágrima
Que nasceu nos meus olhos,
Passeou pelo meu rosto
Brincou pelos meus lábios
E se aconchegou no coração.
Quero ficar em silêncio
Pra ouvir meu coração voltar...
Quero ficar em silêncio
Pra pensar em você
Porque senti falta de mim.
Quero ficar em silêncio pra sentir
Meu coração pulsar...
É a lágrima que vem regar
O jardim do meu coração..."
(Bandys)
Quero escutar meu coração
Que se rendeu aos meus gritos
Quero ficar em silêncio
Para sentir o barulho da lágrima
Que nasceu nos meus olhos,
Passeou pelo meu rosto
Brincou pelos meus lábios
E se aconchegou no coração.
Quero ficar em silêncio
Pra ouvir meu coração voltar...
Quero ficar em silêncio
Pra pensar em você
Porque senti falta de mim.
Quero ficar em silêncio pra sentir
Meu coração pulsar...
É a lágrima que vem regar
O jardim do meu coração..."
(Bandys)
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