"Me leve
longe do lugar-comum
quero te despir de todos os cliches
pra que se vestir com tantas máscaras?
se esconder atrás da boa educação
"S'il vous plaît" , "merci", "n'y a pas de quoi"
quero uma vida sem ponto e vírgula
nem reticências...
livre de toda inocência
deitar no teu colo me embriagar no teu perfume
sem penas, nem cenas
viver a fundo
ser o autor desse romance
sem farsas
não quero o "jamais"nem o "sempre"
quero apenas o aqui e agora."
(Ana Lucia Correa de Camargo)
terça-feira, 15 de abril de 2008
FASCÍNIO
"Aonde quer que eu vá o brilho
de certos olhos verde-azulados me alcança
e exerce sobre mim o seu fascínio.
Por mais que eu tente escapar,
todas as rotas de fuga, todos os atalhos,
me conduzem ao seu encontro.
Diante de tal poder,
comparo-me a um rio largo e denso
que habilmente contorna as montanhas,
percorre caminhos tortuosos, desenha paisagens,
arrasta o que encontra à frente,
mas não resiste aos apelos do mar
e acaba sempre absorvido pela imensidão azul
que lhe rouba a identidade.
Contra o magnetismo do brilho desses olhos
tento erguer trincheiras, muros altos,
barricadas e barreiras.
Entretanto, tudo isso sucumbe ante o seu poderio.
É impossível lutar contra os arsenais de seus exércitos.
E assim, eles abrangem mais e mais espaço.
Ditam políticas, definem novos limites geográficos,
mudam as fronteiras, levantam novas bandeiras,
indiferentes às minhas vontades.
Sem forças pra reagir, entrego-me inteiro
e me divirto nos intensos momentos de festa.
No auge do calor que me provoca o brilho desses olhos,
faço planos, me transformo em imensos oceanos,
ondas gigantescas, ressacas,
e provoco o doce embalo dos navios...
Depois, do que me resta,
procuro novas rotas, atalhos, saídas.
Fujo..."
(José Maria Nunes)
de certos olhos verde-azulados me alcança
e exerce sobre mim o seu fascínio.
Por mais que eu tente escapar,
todas as rotas de fuga, todos os atalhos,
me conduzem ao seu encontro.
Diante de tal poder,
comparo-me a um rio largo e denso
que habilmente contorna as montanhas,
percorre caminhos tortuosos, desenha paisagens,
arrasta o que encontra à frente,
mas não resiste aos apelos do mar
e acaba sempre absorvido pela imensidão azul
que lhe rouba a identidade.
Contra o magnetismo do brilho desses olhos
tento erguer trincheiras, muros altos,
barricadas e barreiras.
Entretanto, tudo isso sucumbe ante o seu poderio.
É impossível lutar contra os arsenais de seus exércitos.
E assim, eles abrangem mais e mais espaço.
Ditam políticas, definem novos limites geográficos,
mudam as fronteiras, levantam novas bandeiras,
indiferentes às minhas vontades.
Sem forças pra reagir, entrego-me inteiro
e me divirto nos intensos momentos de festa.
No auge do calor que me provoca o brilho desses olhos,
faço planos, me transformo em imensos oceanos,
ondas gigantescas, ressacas,
e provoco o doce embalo dos navios...
Depois, do que me resta,
procuro novas rotas, atalhos, saídas.
Fujo..."
(José Maria Nunes)
MOMENTOS DE SILÊNCIO
"Há momentos em que a Vida silencia,
obrigando-me a ouvir a voz interior.
Tento escapar e busco o Vento,
mas ele apenas sopra sem um ruído sequer.
Corro para o Mar, implorando por um rugir das ondas,
mas ele se faz inquietante calmaria.
Na rua vazia, os carros não passam.
Na praça florida há um êxodo de crianças.
Os cães não latem, os gatos não miam, os pombos não arrulham.
Há momentos em que o exterior se cala em agonia.
Quieta, acomodo-me num canto da sala
e deixo-me escorregar pelo tapete macio.
Pensamentos dançam um balé elaborado que calmamente observo.
Lembranças desenham na mente
traços desordenados e formas desconexas.
Nem uma palavra encontra força para irromper pela garganta.
Pouco a pouco, tudo se apaga e a ânsia se esvazia.
Com os olhos fechados, tateio meus sonhos
esquecidos no tempo e encontro-os ainda lá.
Intactos. Íntegros. Inteiros. Ainda sonhos.
Há momentos em que a Vida silencia
para que eu resgate meus sonhos do Esquecimento.
Levanto-me devagar e ando até a janela.
Nenhum sinal de sonoridade aparente.
Nenhuma paisagem nova.
Nem um chamado pra contar a história.
Um a um, meus sonhos saem do sono, despertos e renovados.
Pressinto um sorriso arriscando a esboçar-se no meu rosto
e a alegria invadindo cada músculo da face,
num alongamento prolongado que também calmamente observo.
Saio lentamente desse torpor momentaneo
e retomo contato com o ambiente.
Quanto tempo estive ausente?
Um cheiro negro de fumaça me irrita a garganta.
Passo as mãos sobre os olhos e vejo os onibus
passando na rua entre as calçadas cheias de gente.
Escuto a gritaria alegre das crianças na praça
e o estrondo das ondas quebrando na praia.
Buzinas mal educadas, o pio do Bem-Te-Vi,
o rádio na Paradiso, um martelar intermitente...
é, voltei ao mundo real.
Ao pesadelo tronitoante de cada dia,
ao som dessa orquestra infernal.
Ainda resta o sonho, esperando pra ser vivido,
porque -Existe um lugar...-"
(Denise Rangel)
obrigando-me a ouvir a voz interior.
Tento escapar e busco o Vento,
mas ele apenas sopra sem um ruído sequer.
Corro para o Mar, implorando por um rugir das ondas,
mas ele se faz inquietante calmaria.
Na rua vazia, os carros não passam.
Na praça florida há um êxodo de crianças.
Os cães não latem, os gatos não miam, os pombos não arrulham.
Há momentos em que o exterior se cala em agonia.
Quieta, acomodo-me num canto da sala
e deixo-me escorregar pelo tapete macio.
Pensamentos dançam um balé elaborado que calmamente observo.
Lembranças desenham na mente
traços desordenados e formas desconexas.
Nem uma palavra encontra força para irromper pela garganta.
Pouco a pouco, tudo se apaga e a ânsia se esvazia.
Com os olhos fechados, tateio meus sonhos
esquecidos no tempo e encontro-os ainda lá.
Intactos. Íntegros. Inteiros. Ainda sonhos.
Há momentos em que a Vida silencia
para que eu resgate meus sonhos do Esquecimento.
Levanto-me devagar e ando até a janela.
Nenhum sinal de sonoridade aparente.
Nenhuma paisagem nova.
Nem um chamado pra contar a história.
Um a um, meus sonhos saem do sono, despertos e renovados.
Pressinto um sorriso arriscando a esboçar-se no meu rosto
e a alegria invadindo cada músculo da face,
num alongamento prolongado que também calmamente observo.
Saio lentamente desse torpor momentaneo
e retomo contato com o ambiente.
Quanto tempo estive ausente?
Um cheiro negro de fumaça me irrita a garganta.
Passo as mãos sobre os olhos e vejo os onibus
passando na rua entre as calçadas cheias de gente.
Escuto a gritaria alegre das crianças na praça
e o estrondo das ondas quebrando na praia.
Buzinas mal educadas, o pio do Bem-Te-Vi,
o rádio na Paradiso, um martelar intermitente...
é, voltei ao mundo real.
Ao pesadelo tronitoante de cada dia,
ao som dessa orquestra infernal.
Ainda resta o sonho, esperando pra ser vivido,
porque -Existe um lugar...-"
(Denise Rangel)
domingo, 6 de abril de 2008
FLIPERAMA
"Eu não queria me apegar a você
Era pra ser um risco, um rabisco,
Um cotidiano indício
De que não há tempo para gostar
Era pra ser menor que o mar
Menos importante que o ar
A contramão de uma rima
Pois não haveria poesia
Era pra durar menos que um dia
E mesmo à minha revelia
Era pra dar lugar a um corpo novo
Era pra ser um esboço
Do quadro-solidão da minha sina
Porque é meu peito que determina
Quem deve ficar ou sair
Era pra você fugir
Quando despontasse o sol
Para que no mergulho diário
Fosse viável escapar do anzol
Que insiste em me condenar à pescaria
Eu não queria dizer, mas dizia.
Eu não podia sentir... e sentia
E hoje, em meio à nostalgia,
Grito seu nome sem parar
Em que verso eu me perdi?
E você onde está?
Será que voou para longe?
Será que me espera voltar?
Será que se lembra das juras
Trocadas após o jantar?
E tão longe de vocêAinda recebo seu corpo
E meio que a contra-gosto
Abro o zíper da sua calça
Minha alma alça vôos
E me conduz a sua lembrança
Querendo apostar na contradança
Ainda que tenha findado a valsa
Sem querer, no fim do dia,
Encontrei a fotografia
Que roubei naquela noite
Lado a lado com a minha
Inventei que estamos juntos
E mudando de assunto
Apostei nessa verdade:
Estamos sós nessa cidade
Que me remete à solidão
Meus pensamentos estão em você
E os seus onde estão?
Será que forjam argumentos?
Será que passeiam ao sabor do vento?
Será que soy loco por tu boca
Y así me voy muriendo?
Seu português defasadoMeu inglês debochado
E nossas línguas procurando
O que condenamos ao passado
Em que idioma falamos
Para que desse tudo errado?"
(Léo Nolasco)
Era pra ser um risco, um rabisco,
Um cotidiano indício
De que não há tempo para gostar
Era pra ser menor que o mar
Menos importante que o ar
A contramão de uma rima
Pois não haveria poesia
Era pra durar menos que um dia
E mesmo à minha revelia
Era pra dar lugar a um corpo novo
Era pra ser um esboço
Do quadro-solidão da minha sina
Porque é meu peito que determina
Quem deve ficar ou sair
Era pra você fugir
Quando despontasse o sol
Para que no mergulho diário
Fosse viável escapar do anzol
Que insiste em me condenar à pescaria
Eu não queria dizer, mas dizia.
Eu não podia sentir... e sentia
E hoje, em meio à nostalgia,
Grito seu nome sem parar
Em que verso eu me perdi?
E você onde está?
Será que voou para longe?
Será que me espera voltar?
Será que se lembra das juras
Trocadas após o jantar?
E tão longe de vocêAinda recebo seu corpo
E meio que a contra-gosto
Abro o zíper da sua calça
Minha alma alça vôos
E me conduz a sua lembrança
Querendo apostar na contradança
Ainda que tenha findado a valsa
Sem querer, no fim do dia,
Encontrei a fotografia
Que roubei naquela noite
Lado a lado com a minha
Inventei que estamos juntos
E mudando de assunto
Apostei nessa verdade:
Estamos sós nessa cidade
Que me remete à solidão
Meus pensamentos estão em você
E os seus onde estão?
Será que forjam argumentos?
Será que passeiam ao sabor do vento?
Será que soy loco por tu boca
Y así me voy muriendo?
Seu português defasadoMeu inglês debochado
E nossas línguas procurando
O que condenamos ao passado
Em que idioma falamos
Para que desse tudo errado?"
(Léo Nolasco)
SENTIMENTOS OPACOS
"Faço de um tudo pra você desgostar de mim.
Porém me lês o avesso e ao avesso, transverso e desconexo,
dispersos no turbilhão dos meus sentimentos opacos.
E retiras dos meus olhos as pupilas como um reitor obstinado
que me chupa o cristalino e a minha retina dilata
e furta meus cílios postiços
e, impudoroso, me subulga sob as botas mal engraxadas
e limpa seus dentes podres com esporão afiado.
Que mania essas pessoas têm de me trazer aflição?
E quem disse que eu tenho que lhe dar meu coração?
Sou o cachorro ganindo no escuro, a tal flor do mal, o malmequer.
Quem me encendeia meus ventos e me provoca um tufão?
Me pergunte a quantas léguas disparou meu coração?
Me faz cós de sua farda, forro do seu matulão,
ditongo de seu nasal, bão do seu bambalalão
refém do seu desanseio, da sua devassidão?
e ao depois sonso me diz: faz assim comigo não!"
(Hermínio Bello de Carvalho)
Porém me lês o avesso e ao avesso, transverso e desconexo,
dispersos no turbilhão dos meus sentimentos opacos.
E retiras dos meus olhos as pupilas como um reitor obstinado
que me chupa o cristalino e a minha retina dilata
e furta meus cílios postiços
e, impudoroso, me subulga sob as botas mal engraxadas
e limpa seus dentes podres com esporão afiado.
Que mania essas pessoas têm de me trazer aflição?
E quem disse que eu tenho que lhe dar meu coração?
Sou o cachorro ganindo no escuro, a tal flor do mal, o malmequer.
Quem me encendeia meus ventos e me provoca um tufão?
Me pergunte a quantas léguas disparou meu coração?
Me faz cós de sua farda, forro do seu matulão,
ditongo de seu nasal, bão do seu bambalalão
refém do seu desanseio, da sua devassidão?
e ao depois sonso me diz: faz assim comigo não!"
(Hermínio Bello de Carvalho)
COMO SECAR AS PALAVRAS...
"Como secar as palavras
se elas entornam de minhas mãos
indiferentes ao meu gesto controlador?
E como controlar as lágrimas, como fazê-lo?
se elas insistem em brotar como filetes de água
se anunciando cachoeiras ridículas,
prestes a desaguar rio acima?
Como resecar os sentimentos
que umedecem a minha alma
e parecem brotar de novo
do pano de chão com que as esfrego,
cônscio da inutilidade do ato?
Difícil é o ofício, disse o poeta.
Mas viver, meu Deus!,
também como é difícil!"
(Hermínio Bello de Carvalho)
se elas entornam de minhas mãos
indiferentes ao meu gesto controlador?
E como controlar as lágrimas, como fazê-lo?
se elas insistem em brotar como filetes de água
se anunciando cachoeiras ridículas,
prestes a desaguar rio acima?
Como resecar os sentimentos
que umedecem a minha alma
e parecem brotar de novo
do pano de chão com que as esfrego,
cônscio da inutilidade do ato?
Difícil é o ofício, disse o poeta.
Mas viver, meu Deus!,
também como é difícil!"
(Hermínio Bello de Carvalho)
APRENDI...
"Aprendi....
Que grandes amigos podem se tornar tremendos inimigos;
Que o amor, sozinho, não tem a força que imaginei;
Que ouvir aos outros é o melhor remédio e o pior veneno;
Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade,
afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos;
Que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência;
Que os poucos amigos que te apoiam na queda,
são muito mais fortes do que os muitos que te empurram;
Que o "nunca mais" graças a Deus nunca se cumpre;
Que o "para sempre" infelizmente muita das vezes se acaba;
Que minha família com suas mil diferenças,
está sempre aqui quando eu preciso;
Que ainda não inventaram nada melhor
do que colo de mãe desde que o mundo é mundo;
Que vou sempre me surpreender,
seja com você ,com os outros ou comigo mesmo;
Que infelizmente ou felizmente só o futuro me dirá
se vou cair e levantar milhões de vezes
..e ainda não vou ter aprendido tudo!!
Aprendi que a partir de hoje vou cuidar da minha saúde,
pois da minha vida eu tenho
uma "família'"enorme que já faz isso por mim..."
(Autor Desconhecido)
Que grandes amigos podem se tornar tremendos inimigos;
Que o amor, sozinho, não tem a força que imaginei;
Que ouvir aos outros é o melhor remédio e o pior veneno;
Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade,
afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos;
Que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência;
Que os poucos amigos que te apoiam na queda,
são muito mais fortes do que os muitos que te empurram;
Que o "nunca mais" graças a Deus nunca se cumpre;
Que o "para sempre" infelizmente muita das vezes se acaba;
Que minha família com suas mil diferenças,
está sempre aqui quando eu preciso;
Que ainda não inventaram nada melhor
do que colo de mãe desde que o mundo é mundo;
Que vou sempre me surpreender,
seja com você ,com os outros ou comigo mesmo;
Que infelizmente ou felizmente só o futuro me dirá
se vou cair e levantar milhões de vezes
..e ainda não vou ter aprendido tudo!!
Aprendi que a partir de hoje vou cuidar da minha saúde,
pois da minha vida eu tenho
uma "família'"enorme que já faz isso por mim..."
(Autor Desconhecido)
DÁ-SE A CASA...
"Dá-se a casa,
mas a chave fica por dentro da gente
trancando com certa raiva as coisas que lá ficaram...
Dá-se a casa,
e a mobília gruda em nossa memória:
- E vem um sabor de lenha da carne, quando ela assava.
Dá-se a casa,
e as samambaias choronas são hoje penduricalhos
ardendo os olhos que as lembram:
(Era a casa um coração de quartos desajeitados;
mas se cantava, e as pessoas te pediam silêncio;
se choravam e as pessoas acudiam com seus lenços).
E há quem passe na casa e nomeei seu ex-dono:
uma pessoa de hábitos estranhos e movediços;
que replantava gerânios nem onde jardim havia;
que se abrigava na chuva e conversava com Deus
e vinha, morto de fome, debruçar-se na paisagem
e lambusava de nuvens seus dedos misteriosos
e lambiscava adoidado, as fagulhas de estrelas
caidas sobre o telhado da casa,
que guardo a sete chaves..."
(Hermínio Bello de Carvalho)
mas a chave fica por dentro da gente
trancando com certa raiva as coisas que lá ficaram...
Dá-se a casa,
e a mobília gruda em nossa memória:
- E vem um sabor de lenha da carne, quando ela assava.
Dá-se a casa,
e as samambaias choronas são hoje penduricalhos
ardendo os olhos que as lembram:
(Era a casa um coração de quartos desajeitados;
mas se cantava, e as pessoas te pediam silêncio;
se choravam e as pessoas acudiam com seus lenços).
E há quem passe na casa e nomeei seu ex-dono:
uma pessoa de hábitos estranhos e movediços;
que replantava gerânios nem onde jardim havia;
que se abrigava na chuva e conversava com Deus
e vinha, morto de fome, debruçar-se na paisagem
e lambusava de nuvens seus dedos misteriosos
e lambiscava adoidado, as fagulhas de estrelas
caidas sobre o telhado da casa,
que guardo a sete chaves..."
(Hermínio Bello de Carvalho)
domingo, 30 de março de 2008
TRANSAR...
"Transar não é fazer amor, transar é transar.
Fazer amor é sublime, é encantador, é esplêndido
Mas transar é bom pra cacete!
Transar não é aquela coisa que alguém
te puxa os cabelos da nuca com liberdade…
Não te chama de nomes íntimos que eu não escreveria…
Não te vira e revira de qualquer forma sem sentir culpa…
Não diz que é todinho seu, só seu…Transar só é bom!
Transar sem querer casar…
sem querer apresentar pra mãe…
sem querer dar o primeiro abraço de Ano Novo…
Transar porque você não tem aquela pessoa
que te esquenta a coluna vertebral…
Que te amolece o gingado…
Que te passa aquela puta energia
quando os corpos nus se tocam…
Transar porque você não tem aquela pessoa
que te molha o instinto e faz você revirar na cama à noite
de tanta vontade e saudade…
Transar porque a vida é estressante e transar relaxa!
Transar porque se você não fizer isso hoje,
vai fazer amanhã ou depois de amanhã.
É muito fácil achar alguém para transar,
difícil é achar alguém para transar
o resto da vida só com você.
Transar sem esperar ouvir promessas,
sem esperar ouvir carinho, sem esperar ouvir futuro…
Transar sem ter alguém que faça aquele peso gostoso
em cima do seu corpo enquanto te faz cafuné depois do amor…
Transar é bom na hora, durante um mês.
Para os mais desavisados talvez anos!
Mas transar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar!
É não ganhar um "eu te amo" baixinho
no meio do escuro ou mesmo um "eu te amo, sim"
que sai naquele impulso quando alguém te faz cócegas
e faz de todas as formas com que você diga aquilo…
Dar é não ganhar uma mão no ombro
quando o cáos da vida parece querer te abduzir.
É não ter alguém para andar de mãos dadas,
ou para levar no seu "restaurante favorito",
mesmo que seja a barraquinha de cachorro quente da esquina…
É não ter alguém para querer casar…
para apresentar para a família…
Dar é não ter alguém para sentir aquela saudade no carnaval…
É não ter alguém para falar:"que se acha,amor?"…
é não ter alguém para dar o primeiro abraço de Ano Novo…
é não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia
ou para perguntar como foi o dia…
É não ter alguém que queira aprender
e gostar de tudo que você gosta.
Transar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas transar é inevitável…
Transe mesmo, transe muito,transe sempre…
Mas antes de se dar assim para qualquer pessoa e acabar vazio,
dê acima de tudo uma chance ao amor…
esse sim é o maior tesão…
esse sim relaxa não só o corpo mas também a alma,
esse sim cura o mal humor
ameniza todas as crises e faz você flutuar…"
(Luiz Fernando Veríssimo)
Fazer amor é sublime, é encantador, é esplêndido
Mas transar é bom pra cacete!
Transar não é aquela coisa que alguém
te puxa os cabelos da nuca com liberdade…
Não te chama de nomes íntimos que eu não escreveria…
Não te vira e revira de qualquer forma sem sentir culpa…
Não diz que é todinho seu, só seu…Transar só é bom!
Transar sem querer casar…
sem querer apresentar pra mãe…
sem querer dar o primeiro abraço de Ano Novo…
Transar porque você não tem aquela pessoa
que te esquenta a coluna vertebral…
Que te amolece o gingado…
Que te passa aquela puta energia
quando os corpos nus se tocam…
Transar porque você não tem aquela pessoa
que te molha o instinto e faz você revirar na cama à noite
de tanta vontade e saudade…
Transar porque a vida é estressante e transar relaxa!
Transar porque se você não fizer isso hoje,
vai fazer amanhã ou depois de amanhã.
É muito fácil achar alguém para transar,
difícil é achar alguém para transar
o resto da vida só com você.
Transar sem esperar ouvir promessas,
sem esperar ouvir carinho, sem esperar ouvir futuro…
Transar sem ter alguém que faça aquele peso gostoso
em cima do seu corpo enquanto te faz cafuné depois do amor…
Transar é bom na hora, durante um mês.
Para os mais desavisados talvez anos!
Mas transar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar!
É não ganhar um "eu te amo" baixinho
no meio do escuro ou mesmo um "eu te amo, sim"
que sai naquele impulso quando alguém te faz cócegas
e faz de todas as formas com que você diga aquilo…
Dar é não ganhar uma mão no ombro
quando o cáos da vida parece querer te abduzir.
É não ter alguém para andar de mãos dadas,
ou para levar no seu "restaurante favorito",
mesmo que seja a barraquinha de cachorro quente da esquina…
É não ter alguém para querer casar…
para apresentar para a família…
Dar é não ter alguém para sentir aquela saudade no carnaval…
É não ter alguém para falar:"que se acha,amor?"…
é não ter alguém para dar o primeiro abraço de Ano Novo…
é não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia
ou para perguntar como foi o dia…
É não ter alguém que queira aprender
e gostar de tudo que você gosta.
Transar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas transar é inevitável…
Transe mesmo, transe muito,transe sempre…
Mas antes de se dar assim para qualquer pessoa e acabar vazio,
dê acima de tudo uma chance ao amor…
esse sim é o maior tesão…
esse sim relaxa não só o corpo mas também a alma,
esse sim cura o mal humor
ameniza todas as crises e faz você flutuar…"
(Luiz Fernando Veríssimo)
sexta-feira, 28 de março de 2008
AUSÊNCIA...
"Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença
é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe
o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa
suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento,
do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
(Vinícius de Moraes)
o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença
é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe
o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa
suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento,
do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
(Vinícius de Moraes)
QUEM SOU?
"Quem sou?
De onde veio este meu corpo?
De que lugar, este gosto amargo que trago na língua?
De quem será minha boca?
Para quem guardo meus beijos?
Quantos sóis e luas ainda terão que esperar
por quem há de um dia chegar?
Quanta interrogativa usará?
Quantas exclamativas?
Quanta alternativa terá?
Não sei. Realmente não sei nada.
Do corpo que tenho, nada possuo.
Concluo que não sou dono de mim mesmo.
Cuido-me para dar-me aos outros.
Doar-me a quem procure abrigo.
O mundo é cruel e sinto-me uma fortaleza,
mas para mim mesmo sou fraco.
De vidro e depois cacoSou chão.
Tapete a ser percorrido.
Pano imundo para a limpeza do mundo.
Sou grão. Sou nada."
(Kahlil Gibran)
De onde veio este meu corpo?
De que lugar, este gosto amargo que trago na língua?
De quem será minha boca?
Para quem guardo meus beijos?
Quantos sóis e luas ainda terão que esperar
por quem há de um dia chegar?
Quanta interrogativa usará?
Quantas exclamativas?
Quanta alternativa terá?
Não sei. Realmente não sei nada.
Do corpo que tenho, nada possuo.
Concluo que não sou dono de mim mesmo.
Cuido-me para dar-me aos outros.
Doar-me a quem procure abrigo.
O mundo é cruel e sinto-me uma fortaleza,
mas para mim mesmo sou fraco.
De vidro e depois cacoSou chão.
Tapete a ser percorrido.
Pano imundo para a limpeza do mundo.
Sou grão. Sou nada."
(Kahlil Gibran)
terça-feira, 25 de março de 2008
NOLASCO, O POETA...
"Quem tem o dom, a força, a arte no sangue;
tudo que eu venha a falar,
não tem a força do dizer...
Quem tem a delicadeza ao tocar as emoções,
que sabe lindamente usar as palavras,
não precisa de aprovações, nem consentimentos...
A beleza está lançada...
O sentimento está no ar...
que a sensibilidade mostre o caminho.
A sua parte foi feita...
No mais é viajar pelo coração...
Vc me emociona sempre..."
(Luís Andrarreis)
tudo que eu venha a falar,
não tem a força do dizer...
Quem tem a delicadeza ao tocar as emoções,
que sabe lindamente usar as palavras,
não precisa de aprovações, nem consentimentos...
A beleza está lançada...
O sentimento está no ar...
que a sensibilidade mostre o caminho.
A sua parte foi feita...
No mais é viajar pelo coração...
Vc me emociona sempre..."
(Luís Andrarreis)
terça-feira, 18 de março de 2008
NAMORADO
"Namorado é a mais difícil das conquistas.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem se quer proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
Quem não tem namorado é quem não tem amor
é quem não sabe o gosto de namorar.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva,
cinema sessão das duas, medo do pai,
sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade
de virar sorvete ou lagartixa
e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor
apenas com a infelicidade.
Não tem namorado
quem não sabe o valor de mãos dadas;
de carinho escondido na hora em que passa o filme;
de flor catada no muro e entregue de repente;
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado,
de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado
quem não gosta de falar do próprio amor,
nem de ficar horas e horas olhando
o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado
quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros, quem não recorta artigos;
quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
na madrugada, ou meio-dia do dia de sol
em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar;
quem namora sem brincar;
quem vive cheio de obrigações;
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado
é porque não descobriu que o amor é alegre,
é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar
e de repente parecer que faz sentido..."
(Arthur da Tavola)
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem se quer proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
Quem não tem namorado é quem não tem amor
é quem não sabe o gosto de namorar.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva,
cinema sessão das duas, medo do pai,
sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade
de virar sorvete ou lagartixa
e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor
apenas com a infelicidade.
Não tem namorado
quem não sabe o valor de mãos dadas;
de carinho escondido na hora em que passa o filme;
de flor catada no muro e entregue de repente;
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado,
de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado
quem não gosta de falar do próprio amor,
nem de ficar horas e horas olhando
o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado
quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros, quem não recorta artigos;
quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
na madrugada, ou meio-dia do dia de sol
em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar;
quem namora sem brincar;
quem vive cheio de obrigações;
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado
é porque não descobriu que o amor é alegre,
é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar
e de repente parecer que faz sentido..."
(Arthur da Tavola)
QUANDO SE AMA ALGUÉM...
"Quando se ama alguém
a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,
e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram.
Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento
exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
tem que haver muito mais do que amor,
e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência...
Amor, só, não basta.
Não pode haver competição.
Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos,
dar exemplo, não gritar.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem
visando à longevidade do matrimônio
tem que haver um pouco de silêncio,
amigos de infância, vida própria,
um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem,
às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar, "solamente", não basta.
Entre duas pessoas que acham que o amor é só poesia,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos
para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar,
mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós..."
(Autor Desconhecido)
a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,
e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram.
Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento
exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
tem que haver muito mais do que amor,
e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência...
Amor, só, não basta.
Não pode haver competição.
Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos,
dar exemplo, não gritar.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem
visando à longevidade do matrimônio
tem que haver um pouco de silêncio,
amigos de infância, vida própria,
um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem,
às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar, "solamente", não basta.
Entre duas pessoas que acham que o amor é só poesia,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos
para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar,
mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós..."
(Autor Desconhecido)
QUATRO PAREDES
"Quando você me pergunta se tenho certeza
Se fico zangado com sua franqueza
Minha natureza me leva a dormir...
Quando você se preocupa com minha fraqueza
Eu fico parado no mundo, obrigado
Um pobre coitado, não vais entender.
E aí de novo soluço, te corto a palavra
Te deita de bruços na cama
Então me chama, meu amor
E assim eu guardo seus dias de chuva
Dentro de mim...
Quando você quer saber
se tenho mais fé no poder do divino
Que nos grandes olhos dos nossos meninos
Eu vou me deitar
Eu sou quem curte o silêncio, o momento, o segredo
Quem geme de frio, quem fica com medo,
Quem anda abatido sem ter um lugar pra morar.
Eu tenho pressa, não minto,
Mas sinto que estou entre as quatro paredes da vida
E tenho sede, meu amor...
E guardo tudo com muito cuidado
Dentro de mim..."
(Sérgo Sampaio)
Se fico zangado com sua franqueza
Minha natureza me leva a dormir...
Quando você se preocupa com minha fraqueza
Eu fico parado no mundo, obrigado
Um pobre coitado, não vais entender.
E aí de novo soluço, te corto a palavra
Te deita de bruços na cama
Então me chama, meu amor
E assim eu guardo seus dias de chuva
Dentro de mim...
Quando você quer saber
se tenho mais fé no poder do divino
Que nos grandes olhos dos nossos meninos
Eu vou me deitar
Eu sou quem curte o silêncio, o momento, o segredo
Quem geme de frio, quem fica com medo,
Quem anda abatido sem ter um lugar pra morar.
Eu tenho pressa, não minto,
Mas sinto que estou entre as quatro paredes da vida
E tenho sede, meu amor...
E guardo tudo com muito cuidado
Dentro de mim..."
(Sérgo Sampaio)
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