quinta-feira, 27 de novembro de 2008

NAQUELE DIA...

"Depois de muito esperar,
num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema
como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto
como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival
não era mais que minhas próprias limitações
e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor
e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor
é mais que um simples estado de enamoramento,
"o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia,
deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados
e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz
se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar...
simplesmente durmo para sonhar..."
(Walt Disney)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

REVOLUÇÃO DA ALMA

"Ninguém é dono da sua felicidade,
por isso não entregue sua alegria,
sua paz sua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém
e não podemos querer ser donos dos desejos,
da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma,
quando acreditares que ainda está faltando algo,
mesmo tendo tudo, remete teu pensamento
para os teus desejos mais íntimos
e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.
Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos:
abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se andas desesperado por problemas financeiros,
amorosos, ou de relacionamentos familiares,
busca em teu interior a resposta para acalmar-te,
você é reflexo do que pensas diariamente.
Pare de pensar mal de você mesmo,
e seja seu melhor amigo sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.
Então abra um sorriso
para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto
as pessoas terão as melhores impressões de você,
e você estará afirmando para você mesmo
que está "pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento...
Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena
para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza da vida não consiste em receber honras,
mas em merecê-las..."
(Aristóteles - ano 360 A.C.)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

MERGULHOS

"A sua ausência perdurou além de minha fé
foi inútil declarar guerra à solidão e à desesperança; entreguei-me.
Assim, da janela, vi o tempo em conluio com o vento
mudar as paisagens e transformar suas imagens em vagas lembranças.
Antes, porém, no afã de manter acesa a chama,
bradei aos quatro cantos, clamei sua presença,
até perder a voz mas, vi sumir na poeira da estrada
a menina de tranças, resoluta, sem olhar pra trás.
Então busquei pro meu viver outros motivos estanquei as lágrimas,
semeei novas sementes, busquei outros caminhos, flores se abriram.
Uma boca revelou-me outros sorrisos
e a névoa no horizonte aos poucos foi se dissipando.
O sol mostrou pra mim o mar em outros olhos
no qual eu mergulhei de corpo inteiro
como se fossem as águas de abrolhos."
(José Maria A.Nunes)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

NA CONTRA-MÃO

"Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem
Para debaixo do tapete sujo...
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo.
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga.
Há sementes em meu ventre
São palavras que ainda não reguei
Prefiro guardá-las em silêncio
Até que o tempo amadureça meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos...
Não borro meus cílios na solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Veleiros sem direção
Estou sempre na contramão..."
(Monica Mantone)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

SINTO VERGONHA DE MIM...

"Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim...
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,
a negligência com a família, célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”em caminhos
eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim...
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar atos criminosos,
a tanta relutância em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim...
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro !
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “."
(Rui Barbosa)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O PESO DA MINHA ALMA...

"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita,
prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso
da solidão no meio de outros..."
(Clarice Lispector)

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda...
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam -os delicados- morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação..."
(Carlos Drumond de Andrade)

PAIXÃO...

"Paixão ...
É o delírio de quem se entrega
É rebentação que carrega
É a raiz de onde brota a loucura
Paixão ...
É luz negra que ofusca e cega
É mar que se teme e se navega
É ânsia sublime de aventura
Paixão ...
É o abismo de quem se apega
É a bendita flor que o mal rega
É o reverso que tem toda jura
Paixão ...
É a surpresa que a gente não nega
É o destino de quem não sossega
É o mistério entre a espera e a procura..."
(Paulo Cesar Pinheiro)

DESPEDIDA

"Eu falei pra gente cuidar do amor
Não separar os sonhos
nem banalizar a dor...
Avisei mil vezes mil
para além das luzes caminharmos
em veredas azuis
Mas vc não me ouviu...
Eu que tive tanto sentimento
Aguento a partida em silêncio
falta-me o verbo subjuntivo
Abstraio enquanto choro.
Não importa mais...
agora a diferença faz toda diferença...
Só tenho uma palavra:
Valeu!"
(Lúcia Gönczy)

ESPERO POR TI...

"Espero por ti como quem espera a chuva
mesmo antes de cair...
Sabe quando sente o cheiro da terra?
Aquela que anuncia...
E'assim que te espero.
Espero por ti como a lua que se esvai triste
por ser apenas a sombra do sol...
Espero por ti como algo inominável...
Como quem nada espera
Assim que tu venhas aportar nas minhas asas
Meio borboleta, meio beija-flor
Espero por ti como lenda,
Como amor,
Como não sei mais o quê
Inda que tudo finde...
Espero por ti..."
(Lúcia Gonczy)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

AUSÊNCIA...

"Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida...
E eu sinto que em meu gesto existe
o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter
porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada...
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado...
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas...
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz perenizada..."
(Martha Medeiros)

domingo, 28 de setembro de 2008

MÁSCARAS

"Não deixe se enganar por mim.
Não se engane com as máscaras que uso,
pois eu uso máscaras que eu tenho medo de tirar,
e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim,
mas não se engane.
Eu dou a impressão de que sou seguro,
de que tudo está bem e em paz comigo,
que meu nome é confiança e tranqüilidade;
é meu tema que as águas do mar são calmas
e eu que estou no comando sem precisar de ninguém.
Mas não acredite, por favor.
Minha aparência é tranqüila,
mas é apenas uma aparência, é uma máscara superficial,
mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranqüilidade, complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso, pois eu não quero que ninguém veja.
Fico em pânico
ante a possibilidade de que minha fraqueza fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras atrás das quais eu me escondo
com a fachada de quem não se deixa tocar,
para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente minha salvação.
Eu sei disto.
É a única coisa que pode me libertar de mim mesmo,
dos muros da prisão que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo muito disso à você.
Não sorria, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar não seja de amor e atenção.
Tenho medo que você me menospreze,
que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro do interior de mim mesmo,
eu não valha nada e que você acabe vendo e me rejeitando.
Então eu continuo a viver meus jogos,
meus jogos de fingimento,
com a fachada de segurança de fora
e sendo uma criança tremendo por dentro.
Como um desfile de máscaras, todas vazias,
minha vida se tornou um campo de batalha.
Eu converso com você uma conversa infantil e superficial.
Digo à você tudo que não tem a menor importância
e calo o que arde dentro de mim.
De forma que, não se deixe enganar por mim.
Mas por favor, escute e tente ouvir
o que eu não estou dizendo e que eu gostaria de dizer.
Eu não gosto de me esconder, honestamente eu não gosto.
Eu tão pouco gosto de jogos tolos e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo era de ser genuíno, espontâneo, eu mesmo,
e você tem que me ajudar, segurando a minha mão,
mesmo que quando esta for a última coisa
que eu aparentemente necessitar.
Cada vez que você me ajuda,
um par de asas nasce no meu coração.
Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afeto e compreensão, eu me torno capaz.
Você me transmite vida.
Não vai ser fácil para você.
A idéia de que eu não valho nada vem de muito tempo
e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte que os muros,
e aí está a minha esperança.
Por favor ajude-me a destruir esses muros, com mãos fortes,
mas gentis, pois uma criança é muito sensível e eu sou uma criança.
E agora, você gostaria de perguntar quem sou eu?
Eu sou uma pessoa que você conhece muito bem.
Eu sou todo homem, toda mulher, toda criança,
todo ser humano que você encontra..."
(Hannah Blue)

DOS VINTE SEGUNDOS ANTES DO BEIJO...

"Você não sabe o que foi aquele beijo.
Havia em seus olhos uma multidão de estranhos
que, de repente, parou instantes para olhar.
Empurrei os seus olhos com os meus
e ouvi o silêncio dos seus pensamentos,
já não sabendo se aquilo que eu pensava era meu
ou se era dele porque olhar nos olhos de um estranho
é se deixar espiar por estrelas.
Como se aquilo que eu pensava também já fosse tarde demais,
meus pensamentos sugados pelos olhos do outro.
Havia naqueles olhos uma correria inútil
de tampar segredos e eu soube de todos eles,
não por meio de palavras, mas por meio de silêncios.
Eu nunca soube decifrar silêncios,
mas posso tocá-lo com a ponta dos dedos.
Assim eles ficaram, os segredos daquele olhar,
no canto das coisas que eu pensava e pensava,
antes de aproximar os meus lábios.
Você não sabe o que foi aquele olhar.
Os olhos dela eu nunca mais vi,
não eram os olhos que me fitaram,
de maneira fugidia, como na primeira vez.
Eram olhos que guardavam perguntas inocentes,
e eu quase arrumei de volta os seus cabelos,
abotoei a sua blusa e lhe pedi desculpas
por ter faltado com o respeito.
Mas sorrisos são pontes que se abrem no rosto
para o outro poder passar.
E só por conta daquele sorriso eu atravessei a distância
entre o meu rosto e o dela
para encostar os meus lábios aos seus..."
(Rita Apoena)

A MENINA E O ARCO-ÍRIS

"Todo dia, a menina corria o quintal,
procurando um arco-íris.
Corria olhando para o alto, tropeçava e caía.
Toda vez que se machucava, vinha chorando uma cor.
Um dia, chorou o anil até esvaziá-lo dos olhos.
Depois, chorou laranja, chorou vermelho e azul.
Chorou verde. Violeta. Amarelo e até transparente!
Chorou todas as cores que tinha, todas as cores de dentro.
Então, abriu os olhos e nem o arco-íris, ela viu.
Não viu flores e borboletas.
Não viu árvores e passarinhos.
Pensando que era ainda noite, deitou-se na cama e dormiu.
Pensando que era tudo escuro, nem levantar-se ela quis!
Ficou dormindo cinzenta, por dias e noites sem fim...
Foi quando um sonho, tão colorido, derramou-se dentro dela!
Tingiu o travesseiro e a fronha, o lençol e o pijaminha.
Tingiu a meia e o quarto. Tingiu as casas e os ninhos!
A menina abriu a janela e viu que hoje não tinha arco-íris.
Mas tinha o desenho das nuvens.
Tinha as flores e um passarinho..."
(Rita Apoena)

SOBRE A SEPARAÇÃO...

"Quando você vai embora de nós
o pronome parte-se ao meio.
Você diz que só leva o "s",
e o que adianta?
se comigo sobra o nó na garganta..."
(Rita Apoena)