quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

ISTO É O QUE EU SOU...

"Não escolhi ser um homem comum.
É meu direito ser diferente, ser singular, incomum,
desenvolver os talentos que Deus me deu.
Não desejo ser um cidadão pacato e modesto,
dependendo sempre de alguém.
Quero correr o risco calculado,
sonhar e construir, falhar e suceder.
Recuso trocar incentivo por doação.
Prefiro as intemperanças à vida garantida.
Não troco minha dignidade por ajuda de outros.
Não me acovardo e nem me curvo ante ameaças.
Minha herança é ficar ereto, altivo e sem medo,
pensar e agir por conta própria e,
aproveitando os benefícios de minha criatividade,
encarar arrojadamente o mundo e dizer:
Isto é o que eu sou".
(Bertold Brecht)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

VOCÊ É O MEU BALÃO...

"Seja mais carinhoso do que o necessário,
Pois todos os que você conhece estão de alguma forma
Enfrentando uma batalha!
Uma língua afiada pode cortar a própria garganta.
Se eu quiser que meus sonhos se realizem,
Não posso dormir demais.
De todas as coisas que eu uso,
minha expressão é a mais importante.
A minha felicidade depende da qualidade dos meus pensamentos.
A coisa mais pesada que carregamos é a vingança.
Algo que posso oferecer e ainda possir...
Minhas próprias palavras.
Mentimos mais alto, quando mentimos para nós mesmos.
Se não tenho coragem para recomeçar, então, já acabei.
Uma coisa que não se pode reciclar é o tempo perdido.
Nossa mente é como um pára-quedas:
Só funciona aberto.
A vida é muito curta para se arrepender.
Então, ame as pessoas que te tratam bem.
Esquece as que te tratam mal...
Acredite que tudo acontece por uma razão.
Se tiver uma segunda chance, agarre-a com as duas mãos.
Ninguém disse que a vida seria fácil,
Só que vale a pena.
Os amigos são como balões;
Se você os deixar ir,
Talvez nunca mais vá tê-los de volta.
Às vezes nos ocupamos com nossas própria vidas
Que não notamos que os deixamos ir...
Às vezes nos preocupamos com quem está certo ou errado,
Que esquecemos o que é certo ou errado.
Às vezes nos esquecemos o que é amizade
Até que seja tarde demais.
E eu não quero que isso isso aconteça conosco,
Então vou amarrar você no meu coração
Assim eu nunca vou te perder..."

DOÇURA

"Doçura é a maestria dos sentidos.
Olhos que vêem o fundo das coisas...
Ouvidos que escutam o coração das coisas...
Boca que fala a essência das coisas...
Doçura é o resultado de uma longa jornada interior
ao âmago da vida e a habilidade de lá descansar e assistir.
O que é realmente doce nunca pode ser vítima do tempo...
...por que doçura é a qualidade da pessoa
cuja vida tocou a eternidade..."
(Brahma Kumaris)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SONETO DO AMIGO

"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."
(Vinicius de Moraes)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

NAQUELE DIA...

"Depois de muito esperar,
num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema
como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto
como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival
não era mais que minhas próprias limitações
e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor
e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor
é mais que um simples estado de enamoramento,
"o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia,
deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados
e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz
se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar...
simplesmente durmo para sonhar..."
(Walt Disney)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

REVOLUÇÃO DA ALMA

"Ninguém é dono da sua felicidade,
por isso não entregue sua alegria,
sua paz sua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém
e não podemos querer ser donos dos desejos,
da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma,
quando acreditares que ainda está faltando algo,
mesmo tendo tudo, remete teu pensamento
para os teus desejos mais íntimos
e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.
Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos:
abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se andas desesperado por problemas financeiros,
amorosos, ou de relacionamentos familiares,
busca em teu interior a resposta para acalmar-te,
você é reflexo do que pensas diariamente.
Pare de pensar mal de você mesmo,
e seja seu melhor amigo sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.
Então abra um sorriso
para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto
as pessoas terão as melhores impressões de você,
e você estará afirmando para você mesmo
que está "pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento...
Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena
para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza da vida não consiste em receber honras,
mas em merecê-las..."
(Aristóteles - ano 360 A.C.)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

MERGULHOS

"A sua ausência perdurou além de minha fé
foi inútil declarar guerra à solidão e à desesperança; entreguei-me.
Assim, da janela, vi o tempo em conluio com o vento
mudar as paisagens e transformar suas imagens em vagas lembranças.
Antes, porém, no afã de manter acesa a chama,
bradei aos quatro cantos, clamei sua presença,
até perder a voz mas, vi sumir na poeira da estrada
a menina de tranças, resoluta, sem olhar pra trás.
Então busquei pro meu viver outros motivos estanquei as lágrimas,
semeei novas sementes, busquei outros caminhos, flores se abriram.
Uma boca revelou-me outros sorrisos
e a névoa no horizonte aos poucos foi se dissipando.
O sol mostrou pra mim o mar em outros olhos
no qual eu mergulhei de corpo inteiro
como se fossem as águas de abrolhos."
(José Maria A.Nunes)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

NA CONTRA-MÃO

"Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem
Para debaixo do tapete sujo...
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo.
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga.
Há sementes em meu ventre
São palavras que ainda não reguei
Prefiro guardá-las em silêncio
Até que o tempo amadureça meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos...
Não borro meus cílios na solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Veleiros sem direção
Estou sempre na contramão..."
(Monica Mantone)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

SINTO VERGONHA DE MIM...

"Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim...
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,
a negligência com a família, célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”em caminhos
eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim...
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar atos criminosos,
a tanta relutância em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim...
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro !
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “."
(Rui Barbosa)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O PESO DA MINHA ALMA...

"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita,
prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso
da solidão no meio de outros..."
(Clarice Lispector)

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda...
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam -os delicados- morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação..."
(Carlos Drumond de Andrade)

PAIXÃO...

"Paixão ...
É o delírio de quem se entrega
É rebentação que carrega
É a raiz de onde brota a loucura
Paixão ...
É luz negra que ofusca e cega
É mar que se teme e se navega
É ânsia sublime de aventura
Paixão ...
É o abismo de quem se apega
É a bendita flor que o mal rega
É o reverso que tem toda jura
Paixão ...
É a surpresa que a gente não nega
É o destino de quem não sossega
É o mistério entre a espera e a procura..."
(Paulo Cesar Pinheiro)

DESPEDIDA

"Eu falei pra gente cuidar do amor
Não separar os sonhos
nem banalizar a dor...
Avisei mil vezes mil
para além das luzes caminharmos
em veredas azuis
Mas vc não me ouviu...
Eu que tive tanto sentimento
Aguento a partida em silêncio
falta-me o verbo subjuntivo
Abstraio enquanto choro.
Não importa mais...
agora a diferença faz toda diferença...
Só tenho uma palavra:
Valeu!"
(Lúcia Gönczy)

ESPERO POR TI...

"Espero por ti como quem espera a chuva
mesmo antes de cair...
Sabe quando sente o cheiro da terra?
Aquela que anuncia...
E'assim que te espero.
Espero por ti como a lua que se esvai triste
por ser apenas a sombra do sol...
Espero por ti como algo inominável...
Como quem nada espera
Assim que tu venhas aportar nas minhas asas
Meio borboleta, meio beija-flor
Espero por ti como lenda,
Como amor,
Como não sei mais o quê
Inda que tudo finde...
Espero por ti..."
(Lúcia Gonczy)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

AUSÊNCIA...

"Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida...
E eu sinto que em meu gesto existe
o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter
porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada...
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado...
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas...
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz perenizada..."
(Martha Medeiros)